Arroba tem novo recorde de preço, confira agora!

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Foto Divulgação

Preço da arroba tem nova disparada diante da forte pressão da oferta restrita da boiada gorda e apresentou novo recorde de preços, confira agora!

O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos nesta quarta-feira, 14, com valorização histórica os preços voltaram a quebrar os recordes nos valores das negociações. Nesta quarta-feira, 14 de abril, segundo apurou a Scot Consultoria, algumas indústrias paulistas tentaram, sem sucesso, reduzir em até R$ 5 o preço da arroba de lotes de animais terminados.

Em São Paulo, segundo os nossos levantamentos, as cotações da arroba do boi gordo estão oscilando entre R$ 315 e R$ 325, com variações para cima ou para baixo a depender do prêmio fechado com os compradores. Confira abaixo o recorde de preço!

Segundo a Scot Consultoria, quanto às fêmeas, os preços ficaram estáveis em R$291,00/@ e R$306,00/@ para a vaca e novilha gordas, respectivamente, nas mesmas condições. Bovinos para exportação estão sendo negociados em até R$325,00/@, preço bruto e a prazo.

Segundo o Cepea, o Indicador do Boi, a cotação fechou o dia de ontem com uma variação diária de 3,33% e saltou de R$ 316,70/@ para o valor de R$ 320,00/@. Esse é o maior valor já registrado pelo indicador desde que começou a ser avaliado. Com isso, no acumulado do ano, o indicador teve uma alta de 21%. Em 12 meses, os preços alcançaram 60% de valorização.

Como citado acima, os preços voltaram a bater recorde e, os atuais valores para o Indicador do Cepea, voltam a animais o mercado com um viés altista neste momento, diante de uma oferta restrita de animais.

Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 319,31@, na quarta-feira (14/04), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 299,68/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 306,61/@.

“Do ponto de vista da demanda o saldo da primeira quinzena de abril foi bastante positivo, com um bom resultado das vendas domésticas no período. As exportações também apresentam bom desempenho, sinalizando para uma postura ainda agressiva da China na aquisição de proteína de origem animal”, apontou Iglesias, da Safras&Mercado.

Na B3, após a baixa da terça-feira, o dia foi de boa liquidez para o maio/21, com 2.350 mil negociações, encerrando o dia cotado a R$ 306,75/@ (-0,94%). Já os preços para outubro enceraram o dia apregoado no valor de R$ 326,70 ( -0,43%).

Relação de troca é a pior da história para o terminador

Os preços da arroba do boi gordo seguem em alta, mas as contínuas e fortes valorizações do bezerro preocupam o pecuarista terminador. Nesta parcial de abril, dados do Cepea mostram que a relação de troca de arrobas por bezerro é a mais desfavorável ao terminador, considerando-se toda a série histórica, iniciada em fevereiro de 2000 no caso do animal de reposição.

Nesta parcial de abril, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 registra média de R$ 317,27, avanços de 2,56% sobre o mês anterior e de 21,8% em relação à de abril de 2020, em termos reais. No caso do bezerro, os aumentos são mais intensos. Neste mês, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa apresenta média de R$ 3.139,02/cabeça, elevações de 8,43% na comparação mensal e de expressivos 30,6% na anual – ambos Indicadores são recordes reais das respectivas séries do Cepea.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 318 – R$ 319 a arroba, ante R$ 320 a arroba na terça-feira.
  • Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 305, contra R$ 304 – R$ 305.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 306 – R$ 307, estável.
  • Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 309, contra R$ 307.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 313 a arroba, estáveis.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Conforme Iglesias, o saldo foi positivo em relação às vendas no varejo durante a primeira quinzena, com boa reposição.

“Uma nova rodada do auxílio emergencial foi determinante para este movimento, principalmente entre o quarto dianteiro e a ponta de agulha. Para a segunda quinzena do mês a tendência é que haja menor espaço para reajustes, avaliando a perspectiva de reposição mais lenta entre atacado e varejo”.

Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,65 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 18,00 o quilo, e a ponta de agulha passou de R$ 17,70 o quilo para R$ 17,75 o quilo.

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