Arroba valoriza R$ 11,00 e preços devem disparar, veja

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Foto Divulgação

Ofertas de animais para abate deve seguir enxuta, ajudando na manutenção dos preços da arroba, assim como a elevação dos volumes exportados, preços podem disparar após Ano Novo Lunar na China!

O mercado físico do boi gordo apresentou preços firmes ao longo desta semana, com a manutenção dos preços nas principais praças pecuárias pelo país nesta sexta-feira, 14. As indústrias frigoríficas não conseguem exercer uma grande pressão negativa nas cotações, tendo em que o pecuarista consegue reter a oferta de animais diante das melhores condições das pastagens com as chuvas.

Com a arroba tendo atingido um teto neste cenário, os preços se estabilizaram ao redor de R$ 345,00/@. “O momento é de normalidade de compra das indústrias frigoríficas e a programação de abates nacional se encontra em 9 dias úteis”, informa a Agrifatto.

Fechamento da semana

Após começar a semana com uma tentativa de pressão de baixa sobre o mercado pelos compradores, a semana encerra com o mercado calmo e preços estáveis na comparação diária. Boi, vaca e novilha gordos estão apregoados em R$337,00/@, R$308,00/@ e R$326,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

O preço do Indicador do Boi Gordo/CEPEA, apresentou nova valorização no fechamento de sexta, uma alta de 0,54%. Sendo assim, os preços da arroba do boi gordo na média paulista saltaram de R$ 333,70/@ para o valor de R$ 335,50/@. Ainda segundo os dados, os valores acumulam uma alta de R$ 11,15/@ nos últimos 30 dias. Confira o gráfico abaixo!

No mercado, ainda existe um ágio para bovinos com destino à exportação que fica entre R$ 10,00/@ e R$15,00/@. Sendo assim, as negociações para bovinos até quatro dentes, o “boi China”, tem valores de R$345,00/@. Segundo o app da Agrobrazil, os pecuaristas de Sud Mennuci/SP, venderam boiada para o exportação por R$ 345,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 24 de janeiro de 2022,veja imagem abaixo.

Sendo assim, em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 342,14/@, na sexta-feira (14/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 334,06/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 320,35@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 334,63/@.

Os preços médios da arroba bovina negociada em São Paulo estão se mantendo acima dos R$ 330 desde o início deste ano, atingindo recorde nominal diário no dia 5, quando fechou a R$ 345,25. Segundo pesquisadores do Cepea, a retomada dos envios de carne bovina à China vem sustentando os valores da arroba. Além da demanda mais aquecida por novos lotes para abate por parte de frigoríficos, a oferta de animais segue baixa.

“Enquanto as indústrias esticam as escalas de abate para até o final de janeiro, a oferta de boiada ainda é enxuta e não permite pressões baixistas intensas”, observa a IHS. Porém, mesmo com o escoamento lento da produção no mercado interno, os preços para o boi gordo devem continuar em patamares elevados, notadamente balizados pela demanda externa e oferta limitada de animais prontos para abate, ressalta a IHS.

A estabilidade também é refletida nos preços do boi gordo no mercado futuro, operados na B3. Os próximos vencimentos são precificados sem grandes variações desde segunda-feira.

Segundo a IHS, o consumo doméstico de carne bovina segue fraco, refletindo os preços elevados do corte, bem como o período de menor poder de compra do consumidor.

Escalas de abate

O momento é de normalidade de compra das indústrias frigoríficas e a programação de abates nacional se encontra em 9 dias úteis.

  • Em São Paulo, as indústrias fecharam a sexta-feira com 9 dias úteis já programados, mantendo a estabilidade no comparativo entre as semanas.
  • As indústrias paraenses alongaram suas escalas e encerraram a semana com a média de 16 dias úteis programados, 2 dias de avanço no comparativo semanal.
  • Em Rondônia, as programações de a abate avançaram e os frigoríficos estão com as escalas na média de 10 dias úteis, alta de 3 dias ante a semana passada.
  • Os frigoríficos goianienses fecharam a semana com 9 dias úteis escalados, mantendo a estabilidade no comparativo semanal.
  • Em Tocantins os abates estão programados para 8 dias úteis, com as escalas da região avançando 1 dia ante a semana passada.
  • Os frigoríficos mineiros estão com 7 dias úteis de abates programados, a mesma média da última semana.
  • As indústrias em Mato Grosso e Mato grosso do Sul possuem 6 dias úteis escalados, ambos os estados alinhados com a média dos últimos 12 meses.
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Foto: Roberto Barcellos

Dentro da Porteira

Do lado de dentro das porteiras, o fim das fortes chuvas em algumas regiões, especialmente na faixa centro-norte do País, possibilitará a retenção do animal novamente no pasto, visando ganho de peso, relata a IHS.

No entanto, regiões onde a estiagem continua severa, como no Sul do País e algumas áreas do oeste de São Paulo e do sul do Mato Grosso do Sul, a oferta de animais é ainda mais enxuta e os custos maiores, haja visto que pecuaristas recorrem a terminação em confinamento devido aos pastos secos e incidência de pragas.

Preços estáveis e disparada a seguir

Em relação as vendas de carne bovina brasileira in natura para o mercado externo, o volume exportado totalizou 35,4 mil toneladas nos cinco primeiros dias úteis de janeiro de 2022. A média diária foi de 7,09 mil toneladas embarcadas ao exterior, registrando performance 32,2% superior comparado à média exportada no mês de janeiro do ano passado, quando ficou em 5,37 mil toneladas.

A média também é 28,6% superior à de dezembro de 2021. “A dinâmica das exportações deve ganhar tração nas próximas semanas, haja visto que há registros de prêmios de até R$ 10 por arroba para gado no padrão China”, prevê a IHS.

Diante deste cenário, muitos analistas apostam em uma retomada mais voraz da China após os términos das festividades do Ano Novo Lunar, período em que o país para suas atividades por cerca de 10 dias. Sendo assim, a manutenção dos preços neste momento, pode ajudar a maiores valorizações em fevereiro, com o boi atingindo R$ 360,00/@.

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços acomodados ao longo da quinta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pouco espaço para reação. “O cenário doméstico é bastante difícil, considerando as despesas usuais que descapitalizam o consumidor no período, a exemplo do IPTU, IPVA e a compra de material escolar. Além disso, as proteínas concorrentes estão em franco descenso, ou seja, a opção será por proteínas mais acessíveis”, comenta Iglesias.

Quanto ao mercado atacado, os preços dos principais cortes bovinos seguem ao mesmo ritmo observado ao longo da semana, ou seja, sem grandes alterações. Como os preços da carne bovina ainda estão em patamares elevados, os consumidores buscam as proteínas concorrentes, como frango e suíno, cujas cotações seguem em baixa.

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