Produtor perde 400 bezerros após golpe de frigorífico; Veja

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Foto Divulgação.

Após levar um golpe de mais de R$ 1.000.000,00 na venda de gado gordo para um frigorífico, pecuarista perde cerca de 400 bezerros que havia comprado!

O mercado da pecuária envolve vários players, funcionando como um verdadeiro conjunto de engrenagens que, como qualquer motor, precisa rodar de forma perfeita. E foi justamente por uma verdadeira “falta de compromisso” por parte de uma grande indústria de Rondônia, a Rio Beef, que o pecuarista tomou um prejuízo milionário, além da “falta de credibilidade” gerada na praça.

Noticiado aqui no Compre Rural, com exclusividade, o Rio Beef Frigorifico Ozfrig Carnes do Brasil S/A, vem sendo acusado pelos pecuaristas da região de Ji-Paraná, onde esta instalada a planta, de ter dado o “calote” e não ter cumprido com os acordos das dívidas dos animais que foram entregues para o abate na indústria.

Se você foi prejudicado por esse frigorífico e quer expor a sua história, nos envie as informações, as suas identidades serão preservadas. O seu caso pode ajudar outros pecuaristas e, claro, colaborar para as investigações e cobrança de pagamento.

Um pecuarista, da região, que havia vendido os lotes de bois gordo para a escala de abate da indústria, também faz parte dos produtores que estão em débito com a empresa frigorífica em questão. O áudio obtido pela nossa equipe, conforme mostrado abaixo, certifica uma verdadeira barbaridade que vem sendo feita por parte dos donos dessa empresa.

Segundo as informações, foram vendidas nove cargas de boi gordo para o Rio Beef, ou seja, cerca de 160 animais foram entregues para a indústria e abatidos, conforme combinado. Porém, o que era para ser uma venda a prazo tranquila, como é comum neste meio, acabou virando uma dor de cabeça.

Sendo assim, com a promessa de recebimento das cargas enviadas ao abate, o pecuarista procurou o seu vizinho, que trabalha com cria em sua propriedade e comprou cerca de 400 bezerros, com a promessa de embarque imediato dos animais e pagamento no dia de vencimento do valor a ser pago pelo Rio Beef.

Até então, a história é comum, muitos produtores realizam este tipo de operação no mercado da pecuária. Entretanto, conforme anunciando anteriormente, os donos do frigoríficos sumiram e não quitaram as suas dívidas, tendo o pecuarista que devolver todos os bezerros ao seu colega de profissão.

Ouça o áudio, os nomes dos envolvidos foram excluídos da informação para serem preservadas os seus negócios:

Entenda a história

O RioBeef é uma empresa que nasceu em 2019, visando sanar uma lacuna de mercado ocorrida nesse mesmo ano na cidade de Ji-Paraná, na Região central do Estado de Rondônia. Segundo os produtores local, uma nova sociedade foi criada com o grupo Ozfrig, visando trazer mudanças positivas para a região, mas não foi o que aconteceu na prática.

No RioBeef o produtor será valorizado pelo seu trabalho, recebendo justamente pelo seu papel desempenhado.” Essa era uma frase que está no site da empresa, mas infelizmente diversas são as dívidas criadas que, segundo a estimativa, já soma mais de R$ 70.000.000,00 em cargas negociadas.

Infelizmente diversas são as dívidas criadas que, segundo a estimativa, já soma mais de R$ 70.000.000,00 em cargas negociadas.

Veja o vídeo do lançamento e os prazos de renegociação das dívidas que foi obtido pela nossa equipe:

Os pecuaristas estão se unindo, correndo atrás da cobrança desses dividendos que, segundo as informações, estão atrasados desde novembro e, além disso, mesmo após a renegociação os prazos não foram cumpridos em janeiro deste ano.

Infelizmente o prejuízo é gigante para a região e para os pecuaristas. Além disso, os funcionários estão em “férias coletivas”, já que a indústria alegou que não há gado gordo na região para que a indústria volte a operar neste momento.

Segundo as informações divulgadas ontem pelo JRO 2ª Edição, os pecuaristas estão se unindo para poder cobrar na justiça as dívidas e entrar, junto ao Ministério Público, para tentar travar qualquer operação das empresas envolvidas nas operações.

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