As 10 maiores empresas do agro brasileiro faturaram R$ 1,24 trilhão; veja o ranking de 2026

JBS mantém a liderança com R$ 480,58 bilhões em receita, enquanto a MBRF estreia na segunda posição; juntas, as 100 maiores companhias do setor alcançaram R$ 2,1 trilhões em 2025

As dez maiores empresas do agronegócio brasileiro reuniram R$ 1,244 trilhão em faturamento em 2025, segundo o Agro100 2026, ranking elaborado pela Forbes Brasil. O valor representa avanço de 11,08% em relação à edição anterior e mostra a dimensão financeira alcançada por grandes grupos de proteína animal, alimentos, energia, comércio agrícola e celulose.

A JBS segue isolada na liderança, com receita de R$ 480,58 bilhões. A novidade mais relevante no topo é a MBRF, que aparece em segundo lugar com R$ 163,96 bilhões, seguida pela Cargill Alimentos, com R$ 115,29 bilhões. Continue a leitura e acompanhe o Compre Rural, onde informação de qualidade ajuda a fortalecer quem vive e produz no campo.

Veja as 10 maiores empresas do agro brasileiro

O levantamento utiliza os resultados financeiros de 2025 e reúne companhias que atuam em diferentes etapas da cadeia agroindustrial.

1º — JBS
Faturamento: R$ 480,58 bilhões
Segmento: proteína animal.

2º — MBRF
Faturamento: R$ 163,96 bilhões
Segmento: proteína animal.

3º — Cargill Alimentos
Faturamento: R$ 115,29 bilhões
Segmento: alimentos e bebidas.

4º — Ambev
Faturamento: R$ 88,24 bilhões
Segmento: alimentos e bebidas.

5º — Raízen Energia
Faturamento: R$ 87,70 bilhões
Segmento: agroenergia.

6º — Bunge Alimentos
Faturamento: R$ 76,01 bilhões
Segmento: alimentos e bebidas.

7º — Copersucar
Faturamento: R$ 65,78 bilhões
Segmento: comércio e tradings.

8º — Cofco Internacional Brasil
Faturamento: R$ 61,63 bilhões
Segmento: comércio e tradings.

9º — Minerva
Faturamento: R$ 54,83 bilhões
Segmento: proteína animal.

10º — Suzano
Faturamento: R$ 50,12 bilhões
Segmento: celulose, madeira e papel.

Somados, os valores informados para as dez companhias chegam a R$ 1,24414 trilhão, arredondado pela publicação para R$ 1,24 trilhão.

JBS concentra quase 40% do faturamento do top 10

A distância da primeira colocada para as demais chama atenção. Com R$ 480,58 bilhões, a JBS responde por aproximadamente 38,6% da receita somada das dez maiores empresas.

A companhia já ocupava a primeira posição no ranking anterior das maiores empresas do agro, quando havia registrado receita de R$ 416,85 bilhões referente a 2024.

Comparando os valores das duas edições, o faturamento atribuído à JBS aumentou aproximadamente 15,3% entre 2024 e 2025.

MBRF muda a configuração do topo do ranking

A segunda posição também revela uma mudança importante na estrutura das grandes empresas de proteína animal.

Em setembro de 2025, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou sem restrições a incorporação das ações da BRF pela Marfrig. A operação foi posteriormente consumada em 22 de setembro de 2025, e as ações da companhia passaram a ser negociadas na B3 sob o código MBRF3 a partir do dia seguinte.

No ranking anterior, Marfrig e BRF apareciam separadamente. Na edição de 2026, a Forbes apresenta a MBRF como uma única companhia, com faturamento de R$ 163,96 bilhões e a segunda maior receita entre as empresas avaliadas.

A integração também vem aparecendo nos resultados mais recentes da companhia. No segundo trimestre de 2026, a empresa informou receita líquida de R$ 40,7 bilhões e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas.

Proteína animal domina a lista das maiores empresas

O peso da proteína animal não se limita às duas primeiras posições. JBS, MBRF e Minerva estão entre as dez maiores e, juntas, alcançaram R$ 699,37 bilhões em receita. Isso significa que somente essas três companhias representam mais da metade do faturamento acumulado pelo top 10.

Quando são consideradas todas as empresas classificadas pela Forbes no segmento, a proteína animal movimentou R$ 759,99 bilhões em 2025, contra R$ 697,74 bilhões em 2024. A alta foi de 8,92%.

O segundo maior segmento foi alimentos e bebidas, com R$ 434,44 bilhões, seguido por comércio e tradings, que alcançou R$ 277,07 bilhões.

A agroenergia movimentou R$ 255,80 bilhões; as cooperativas, R$ 170,83 bilhões; o grupo formado por agroquímicos, genética e insumos chegou a R$ 111,60 bilhões; e celulose, madeira e papel alcançou R$ 94,23 bilhões.

Insumos tiveram o maior crescimento percentual

Embora proteína animal concentre o maior volume financeiro, o avanço percentual mais forte ocorreu em outro segmento. As empresas classificadas em agroquímicos, genética e insumos cresceram 44,22%, passando de R$ 77,38 bilhões em 2024 para R$ 111,60 bilhões em 2025.

Comércio e tradings avançaram 14,91%, enquanto agroenergia cresceu 14,54% e alimentos e bebidas registraram alta de 13,56%.

Proteína animal cresceu 8,92%. Já cooperativas tiveram variação de 0,35%, e celulose, madeira e papel avançaram 0,98%.

Os números mostram que o aumento do faturamento das maiores empresas não ocorreu de maneira uniforme entre as diferentes cadeias do agronegócio.

As 100 maiores empresas chegaram a R$ 2,1 trilhões

Quando todo o Agro100 é considerado, o faturamento das empresas listadas alcança R$ 2,1 trilhões em 2025, expansão de 13,45% em relação a 2024.

As dez maiores respondem, portanto, por aproximadamente 59% do faturamento total do grupo, considerando os valores arredondados divulgados pela Forbes.

A participação elevada das primeiras colocadas mostra a concentração de receita entre grandes grupos com operações nacionais e internacionais, especialmente nas áreas de processamento de alimentos, proteína animal, comercialização de commodities e energia.

Ao mesmo tempo, a expansão acima de 40% registrada pelo segmento de insumos evidencia que o crescimento do Agro100 não depende exclusivamente das empresas que ocupam as primeiras posições.

Para o produtor rural, a composição do ranking ajuda a mostrar onde estão alguns dos grupos com maior capacidade de compra, processamento, industrialização e comercialização da produção agropecuária brasileira. São empresas diretamente conectadas a cadeias como bovinos, aves, suínos, soja, milho, cana-de-açúcar, florestas plantadas e outros produtos agrícolas.

O Agro100 2026 também confirma a escala financeira alcançada pelas companhias que atuam depois da porteira. Com R$ 2,1 trilhões de faturamento conjunto, indústria, processamento, energia, comercialização, cooperativismo e insumos permanecem como partes fundamentais da estrutura econômica que conecta a produção rural brasileira aos mercados interno e internacional.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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