Associação de Jersey do Brasil tem nova diretoria

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Nelci Pedroso Mainardes, presidente da Associação dos Criadores da Raça Jersey do Brasil / Foto: Divulgação

Depois de duas gestões, Marcelo Xavier deixa a Presidência do Jersey. Nelci Pedroso Mainardes assume o comando da Associação de Jersey do Brasil para o triênio 2018-2021.

A Associação dos Criadores da Raça Jersey do Brasil finaliza o ano com renovação da Diretoria Executiva. A eleição, que teve como candidato único o pecuarista Nelci Pedroso Mainardes, que anteriormente ocupava o cargo de vice-presidente nacional da entidade, e a posse ocorreram no dia 4 de dezembro, na sede da entidade, em São Paulo/SP. Ele ficará no cargo até 2021.

Desde 2013, a associação vinha sendo presidida pelo pecuarista Marcelo de Paula Xavier. “Tive a honra de participar ativamente, liderando várias realizações importantes para a Raça Jersey no Brasil. Fizemos mudanças significativas na associação, visando a fomentar o gado Jersey e a melhorar a eficiência e a qualidade dos nossos serviços. Temos, ainda, outros projetos em andamento, dentre eles a mudança no Certificado de Registro e no sistema de inspeção. Essas inovações, junto com as qualidades naturais do Jersey, estão promovendo o crescimento da raça e elevando seu status no Brasil”, assegura Marcelo Xavier.

Segundo ele, a raça tem um futuro promissor no País, pois está conseguindo tornar a produção de leite mais rentável. Entre os diferenciais da raça estão a qualidade do leite, que tem altos teores de gordura e proteína (componentes mais valorizados pela indústria de lácteos), a docilidade, a precocidade, a fertilidade e a longevidade. Como são animais de menor porte, permitem aos produtores trabalharem com uma maior taxa de lotação, além do menor gasto com medicamentos e com alimentação, em razão da maior eficiência alimentar.

Durante as duas gestões à frente da Associação dos Criadores da Raça Jersey do Brasil, Marcelo Xavier investiu na modernização dos serviços prestados aos associados, adotando um sistema totalmente on-line para o gerenciamento do Serviço de Registro Genealógico da raça. Na área de melhoramento genético, as ações foram focadas na implantação do Programa de Avaliações Genômicas do Gado Jersey, no lançamento do 1º Sumário Genômica de Fêmeas Jersey do Brasil e no impulsionamento do programa de Classificação Linear e fomento do Controle Leiteiro. “Também foi implantado o Regulamento de Bem-Estar Animal, que era um dos grandes anseios dos criadores brasileiros, e criamos o Circuito Nacional da Raça Jersey e a premiação das Vacas Vitalícias, para valorizar a longevidade das vacas da raça, que é uma das suas grandes características”, reforça Xavier. Na parte de comunicação, foi criada a TV Jersey, que, em seu primeiro ano de atuação, atingiu mais de 15 milhões de pessoas em mais de 150 países, além da remodelação da Revista Vaca Jersey, do site e das redes sociais da associação. A entidade ainda está lançando o “Compre Jersey”, plataforma eletrônica para o comércio de animais Jersey certificados pela associação.

Propostas para expansão do Jersey no Brasil

Criador de Jersey em Castro/PR há quase 20 anos, o presidente eleito Nelci Pedroso Mainardes pretende consolidar o trabalho desenvolvido pela gestão anterior, investindo no fomento e no marketing da raça. “O Jersey tem apresentado um forte crescimento no mundo, pois produz leite com qualidade superior a outras raças, com maior quantidade de sólidos, de proteína e de gorduras, características muito valorizadas pela indústria. Nos Estados Unidos, já é responsável por 25% do leite produzido. Há 10 anos, esse índice não passava de 8%. No Brasil, apesar de não termos estatísticas oficiais sobre essa participação da raça na produção nacional, o rebanho vem crescendo, mas há espaço para continuar expandindo”, assegura Mainardes. Atualmente, o plantel nacional está estimado em 250 mil animais e o número de criadores em cinco mil.

A criação de um selo de qualidade para certificar os rebanhos produtores de genética Jersey é outro projeto da nova gestão. O presidente eleito também defende uma participação mais efetiva da associação nos órgãos governamentais ligados à pecuária leiteira, como a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “Conhecemos as reais necessidades dos criadores e as dificuldades que eles enfrentam para continuarem na atividade. Se tivermos uma cadeira na Câmara Setorial, poderemos contribuir de forma mais efetiva para a consolidação da raça e da pecuária leiteira”, esclarece o presidente eleito. A Associação de Jersey do Brasil é delegada do MAPA para prestação do serviço de registro genealógico da raça no Brasil, contando com 1.200 associados e um banco de dados de mais de 30 mil animais registrados.

Segundo o vice-presidente Nacional, Nelson Eduardo Ziehlsdorff, a associação terá uma atuação focada na eficiência das propriedades, oferecendo serviços que vão além do registro de animais. “O produtor busca uma maior rentabilidade de seu negócio e a entidade precisa ser uma parceira nesse processo, levando mais tecnologias aos associados, como avaliação genética, provas genômicas e controle leiteiro. Também será preciso dar suporte técnico para que os produtores saibam como utilizar de forma correta os relatórios gerenciais gerados por essas ferramentas e encontrem novas possibilidades para o seu negócio”, diz Ziehlsdorff, que é criador de Jersey desde 1995 e, também, preside a Associação Catarinense de Criadores de Bovinos. Segundo ele, Santa Catarina concentra o maior rebanho da raça do País.

Presença da raça Jersey no Brasil

A raça Jersey é originária de uma pequena ilha, entre a Inglaterra e a França, denominada “Ilha de Jersey”, e o primeiro lote de animais veio para o Brasil em 1896, vindo da Granja de Windsor, pertencente à rainha Vitória da Inglaterra. Em 1930, a raça Jersey foi oficializada pelo Ministério da Agricultura do Brasil e, em 1938, foi criada a Associação de Criadores de Gado Jersey do Brasil, cuja sede fica em São Paulo.

Vantagens do gado Jersey, qualidade do leite é diferencial

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