Ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura anuncia escolha em vídeo que circula nas redes sociais; gravação não esclarece os motivos da mudança
O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi declarou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A manifestação aparece em uma gravação na qual o empresário fala a um grupo de pessoas e anuncia sua escolha depois de comentar a diversidade de posicionamentos entre os presentes.
A declaração representa uma mudança em relação à eleição de 2022, quando Maggi apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vídeo passou a ser noticiado no fim de semana, com publicações a partir de sábado, 10 de outubro. No trecho divulgado, o ex-governador confirma o voto, mas não explica o que motivou sua decisão.
Blairo Maggi apoia Flávio Bolsonaro, mas o que ele disse?
Antes de revelar sua escolha, Maggi comenta que as pessoas do grupo têm diferentes posições políticas, econômicas e sociais. Em seguida, menciona o dia 25 e pede calma aos presentes, antes de anunciar:
“E ele vai ser pro Flávio. Um abraço.”
A manifestação foi apresentada nas reportagens como uma declaração de voto no segundo turno. As publicações consultadas não identificam com precisão a data e o local em que a gravação foi realizada, embora indiquem que as imagens começaram a circular naquele fim de semana.
Histórico inclui apoio a Lula e passagem pelo governo Temer
A aproximação de Maggi com Lula antecede a eleição de 2022. Em outubro de 2006, quando governava Mato Grosso pelo PPS, ele formalizou apoio à reeleição do petista no segundo turno. Na época, também afirmou que havia apoiado Lula em 2002.
Sua trajetória pública reúne passagens pelo governo de Mato Grosso, pelo Senado e pelo Ministério da Agricultura. Maggi comandou a pasta durante o governo Michel Temer, e sua atuação empresarial está ligada ao agronegócio e à expansão do grupo Amaggi.
Gravação confirma o voto, mas não detalha a mudança
O registro divulgado permite identificar a escolha eleitoral anunciada pelo ex-ministro. Entretanto, não apresenta justificativas sobre propostas, negociações políticas ou divergências com Lula. Também não sustenta, por si só, a conclusão de que sua decisão represente um posicionamento conjunto de empresas, familiares ou entidades do agronegócio.
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