Boi brasileiro bate US$ 71/@ e quebra recorde

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Montagem e Foto: VFL Brasil

Desvalorização do dólar frente ao real marca novo recorde para o boi gordo paulista, reduzindo competitividade no mercado internacional; Confira!

Em relação ao mercado internacional, o boi gordo brasileiro atingiu pela primeira vez o patamar de US$ 71,00/@. Isso se deve ao fato da sustentação do preço da arroba em R$ 340,00 ao mesmo tempo em que o dólar acumula queda de mais de 12% frente ao real neste ano, fazendo com que a carne bovina brasileira se torne menos competitiva no mercado estrangeiro e o boi gordo do Brasil se aproxime do valor de comercialização do boi gordo norte-americano.

No mercado do boi gordo, a arroba segue estável na média de R$ 340,00 em São Paulo. A maior oferta de animais, baixa fluidez no escoamento de carne bovina no mercado doméstico e desaceleração de vendas para a China, abrem espaço para que a pressão negativa continue. Na B3, o futuro com vencimento para maio/22 encerrou a quarta-feira cotado a R$ 328,70/@, uma variação de -0,48%.

Durante a última semana foram exportadas 36,81 mil toneladas de carne bovina in natura, uma média de 7,36 mil t/dia, 30% de recuo ante a média da primeira metade de mar/22. Com este resultado, nos 13 dias úteis do mês corrente já foram embarcadas 121,03 mil toneladas da proteína, como houve uma queda no ritmo dos embarques, reajustamos nossa projeção para algo em torno de 185 mil toneladas embarcadas neste mês.

O preço médio mensal da tonelada ficou em US$ 5,89 mil, um avanço de 0,78% no comparativo semanal. Até o momento, as vendas externas de carne bovina in natura em mar/22 geraram uma receita de US$ 713,28 milhões, montante 15,56% superior ao que foi visto em todo o mês em 2021, quando a tonelada tinha o preço 21,74% inferior, destacando que apesar da redução do ritmo de embarque, as cotações continuam elevadas.

Durante a última semana foram exportadas 9,21 mil toneladas de milho, uma média de 1,84 mil ton/dia, volume 421% superior à média da primeira metade do mês. Até o momento, em mar/22 foram vendidas para o mercado internacional 12,03 mil toneladas do grão, volume que representa apenas 4,1% do que foi embarcado em mar/21.

O preço médio mensal da tonelada ficou em US$ 353,81, desvalorização semanal de 17,92%. Portanto, as vendas externas do cereal nos primeiros 13 dias úteis de mar/22 consolidaram uma receita de US$ 4,26 milhões, montante equivalente a 5,73% do que foi visto em todo o mês em 2021, quando a tonelada era negociada a um valor 28,12% menor.

Já as importações de milho da última semana ficaram em 13,81 mil toneladas, uma média de 2,76 ton/dia, ritmo 4,47% inferior à média da primeira metade de mar/22. Dentro dos 13 primeiros dias úteis do mês corrente chegaram ao país 36,94 mil toneladas do grão, volume equivalente a 32,51% do que foi visto em todo mar/21.

O preço médio mensal pago pela tonelada do cereal ficou em US$ 253,15, valorização de 37,07% no comparativo semanal. Até o momento, para as compras internacionais de milho em mar/22 foram investidos US$ 9,35 milhões, 44,57% inferior ao montante destinado as negociações em todo o mês no ano passado, quando a tonelada era precificada próxima dos US$ 184,70.

Com uma média de 600,79 toneladas de soja embarcadas diariamente, as exportações da oleaginosa superaram 3,0 milhões de toneladas na última semana, média 8,75% maior que na primeira metade do mês. Até o momento, em mar/22 foram enviadas para fora do país 7,42 milhões de toneladas da commodity, volume 2,56% inferior ao registrado no mesmo período no ano passado.

O preço médio mensal da tonelada subiu para US$ 522,15, valorização semanal de 1,86%. Com isso, as vendas externas de soja nos 13 primeiros dias úteis do mês corrente consolidaram uma receita de US$ 3,88 bilhões, montante equivalente a 76,82% do total de mar/21, quando a tonelada tinha o preço 23,87% menor.

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