Boi Gordo bate R$ 350,00/@ e falta animal para abate, veja

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Foto: Josafá Ribamar

O pecuarista continua a cadenciar as ofertas de animais para abate e as indústrias tem menor ímpeto nas compras, com isso, os preços subiram R$ 5,00/@.

O mercado físico de boi gordo registrou preços mistos – de estáveis a mais altos – nesta terça-feira, 25, a depender da praça pecuária avaliada pelo país. O fluxo lento de negócios é reflexo da baixa oferta de animais para abate nas praças pecuárias e da tentativa, mesmo que não concretizadas, de ofertas abaixo da referência. Sendo assim, algumas negociações foram realizadas acima da referência.

Para complicar ainda mais a situação do mercado, novo movimento de queda dos preços da carne bovina no atacado é uma grave preocupação neste momento, considerando evidentes dificuldades operacionais que os frigoríficos que atuam apenas no mercado doméstico enfrentam. Os pecuaristas aguardam a virada do mês, esperando melhores preços para negociar seus animais.

O ágio para bovinos com destino à exportação está entre R$10,00/@ a R$15,00/@. Ainda segundo o app da Agrobrazil, as negociações em algumas praças, atingiram o valor recorde deste ano. Os pecuaristas de Varginha, no estado de Minas Gerais, informaram negociações de até R$ 350,00/@ com pagamento a prazo de 30 dias e o abate programado para o dia 27 de janeiro. Veja a imagem abaixo com os detalhes da negociação.

O preço do Indicador do Boi Gordo/CEPEA, apontou uma grande valorização nos preços, movimento recupera as perdas da semana. Sendo assim, os preços da arroba do boi gordo na média paulista saltaram de R$ 338,20/@ para o valor de R$ 343,10/@, com isso o boi gordo acumula uma alta positiva neste mês de 1,96%, ou seja, uma valorização de R$ 5,00/@ na comparação diária. Confira o gráfico abaixo!

Sendo assim, em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 336,79/@, na terça-feira (25/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 334,06/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 313,83@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 331,91/@.

O movimento de poucas negociações concretizadas, ajudam na manutenção dos preços da arroba em patamares elevados. As cotações dos bovinos destinados ao abate não tiveram alterações quando comparadas ao fechamento do dia anterior (24/1). Portanto, boi, vaca e novilha gordos estão precificados em R$337,00/@, R$306,00/@ e R$325,00/@, preços brutos e a prazo.

Mais um dia de equilíbrio no mercado do boi gordo, isso por que ao mesmo tempo que a oferta se apresenta de maneira curta, a demanda não dá sinais de que pode aumentar muito seu padrão de consumo. Já na B3, o contrato com vencimento para fev/22 encerrou o dia cotado a R$ 341,55/@, sem grandes variações no comparativo diário.

Na região Norte, os frigoríficos conseguem exercer maior pressão sobre os pecuaristas. Já as exportações seguem em bom nível, configurando uma importante base de sustentação para os preços da arroba.

Exportações

Além a baixa disponibilidade de boiada pronta para abater, o ritmo acelerado das exportações brasileiras de carne bovina contribui para a estabilidade os preços da arroba nas praças pecuárias brasileiras.

Nos primeiros 15 dias úteis de janeiro, o Brasil exportou 107,4 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume alcançado até agora já ultrapassou a quantidade embarcada em todo o mês de janeiro do ano passado, de 107,3 mil toneladas.

Ao comparar a média diária do mês atual, de 7,1 mil toneladas, com o resultado observado no mesmo mês do ano anterior (5,3 mil toneladas/dia), o volume está 33,5% maior. Segundo cálculos da Agrifato, são necessárias apenas mais 10 mil toneladas exportadas para superar o recorde histórico do mês de janeiro.

Foto Divulgação

Em receita, até o momento, as vendas externas da proteína bovina no mês corrente consolidam uma receita de US$ 554,71 milhões, restando pouco menos de US$ 8 milhões para também bater o patamar histórico para um mês de janeiro.

Com o dólar reduzindo no comparativo mensal, a alta do preço médio da carne bovina embarcada pelo Brasil cessou e se manteve estável em US$ 5,16 mil/t. Porém, o preço atual da proteína brasileira in natura é 14,4% superior ao valor pago em igual período de 2021, de acordo com dados da Secex.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 340, ante R$ 341 na segunda-feira.
  • Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 319, estável.
  • Em Cuiabá, o valor foi de R$ 316, estável.
  • Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 340 por arroba, contra R$ 335.
  • Em Goiânia, Goiás, a indicação foi de R$ 320 para a arroba do boi gordo, contra R$ 322.

Atacado

O mercado atacadista registrou preços mais baixos para a carne bovina nesta terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. “O consumidor brasileiro não parece capaz de absorver novos reajustes da carne bovina no varejo. O perfil do consumo no início do ano com a descapitalização do consumidor é fator importante. Nesse ambiente a migração para proteínas mais acessíveis acontece de maneira recorrente”, disse Iglesias.

Assim, o quarto traseiro foi precificado a R$ 23,50 por quilo, queda de R$ 0,80. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 15,80 por quilo, queda de R$ 0,10. A ponta de agulha cedeu em torno de R$ 0,50, recuando ao patamar de R$ 14,50 por quilo.

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