O pecuarista segue mirando preços mais elevados para concretizar as negociações, enquanto as indústrias de médio e pequeno porte tem dificuldade em compor escalas de abate; Lotes de R$ 250,00/@ já foram registrados, veja onde e qual a forma de pagamento
O mercado de boi gordo continua a manter preços firmes, de acordo com informações das principais consultorias que acompanham o mercado diariamente. As negociações foram realizadas acima da média de referência nesta segunda-feira (9). Quanto à demanda por carne bovina, as perspectivas para o último trimestre continuam favoráveis, com um aumento no consumo esperado.
O pecuarista segue mirando preços mais elevados para concretizar as negociações de lotes maiores, principalmente aqueles que atendem o mercado da exportação. Já as indústrias, tentam cadenciar as compras para tentar dar uma esfriada no movimento de alta, mas esbarra na dificuldade em completar suas escalas de abate, mesmo reduzindo o volume de animais abatidos.
Segundo a Consultoria Safras & Mercado, a proximidade do feriado na quinta-feira (12) está projetada para impactar o ritmo dos negócios, tornando a aquisição de boiadas mais desafiadora. Em resposta, algumas indústrias frigoríficas estão buscando acelerar suas compras, visando uma posição mais confortável no retorno após o longo final de semana, informou o analista Fernando Henrique Iglesias.
Segundo a Scot Consultoria, em seu boletim diário, informou que como normalmente acontece às segundas-feiras, a maioria das indústrias frigorificas esteve fora das compras. Nas praças pecuárias paulistas, as cotações de todas as categorias de bovinos destinados ao abate estão estáveis na comparação diária, o que não exclui as negociações sendo feitas acima da referência.
Dessa forma, o boi comum está sendo negociado em R$230,00/@, a vaca em R$210,00/@ e a novilha em R$220,00/@, preços brutos e a prazo, acresceu a Scot. Já o Indicador do Boi Gordo Cepea/B3, se manteve estável na comparação diária, com valor que está cotado na média de R$ 238,00/@. Veja o gráfico abaixo com a movimentação do indicador.
O “boi China” – animal jovem abatido com até 30 meses de idade – está sendo negociado em R$240,00/@, preço bruto e a prazo. Ágio de R$10,00/@ em relação ao boi comum. Entretanto, o destaque dessa categoria ficou para as novilhas com padrão exportação.
O App da Agrobrazil, parceira do Compre Rural, teve registro de pecuarista do interior paulista vendendo seu lote de novilhas no valor de R$ 250,00/@ com o pagamento no prazo de 30 dias e o abate programado para o dia 16 de outubro. Um detalhe importante é que o preço negociado é valor cheio e não uma composição de bonificações, o que ressalta que os pecuaristas estão conseguindo avançar com a pressão de alta nos valores da arroba.


“Os frigoríficos abriram a semana com extrema cautela nos negócios, de olho na consistência do escoamento da produção de carne bovina”, afirma a S&P Global Commodity Insights, que acrescenta: “Os pecuaristas, porém, permanecem testando o mercado para incrementar as suas margens”.
De acordo com a consultoria, neste momento, os frigoríficos de grande porte operaram com mais tranquilidade, com ofertas de compras garantidas, enquanto os processadores de médio e pequeno porte têm grande dificuldade em “originar” (comprar) matéria-prima (boiadas gordas).
Giro do Boi Gordo pelo Brasil
- Em São Paulo, a referência foi de R$ 239 por arroba.
- Em Goiânia, Goiás, a referência foi de R$ 230 por arroba.
- Em Uberaba, Minas Gerais, a referência foi de R$ 236 por arroba,
- Em Dourados, Mato Grosso do Sul, a referência foi de R$ 236 por arroba.
- Em Cuiabá, a a referência foi de R$ 201 por arroba.
Mercado atacadista da carcaça do Boi Gordo
Em São Paulo, na comparação semana a semana, as vendas foram boas e os preços dos cortes subiram. As cotações da vaca e da novilha casada aumentaram 2,7% e 3,6%, precificadas em R$15,40/kg e R$15,95/kg, respectivamente.
Para os machos, o preço da carcaça casada de bovinos castrados subiu 2,6%, negociada em R$16,36/kg. Para a carcaça de bovinos inteiros, aumento de 3,2%, precificada em R$16,06/kg. 5
No entanto, é importante notar que a carne de frango permanece mais competitiva em comparação com outras proteínas, especialmente em relação à carne bovina.
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