Boi gordo dispara, sobe R$ 7,76/@ e traz alerta!

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Foto: @parm_agropecuaria

Os preços do boi gordo abriram a semana com forte movimento de alta. Pecuarista precisa aproveitar o momento para limitar a oferta de matéria-prima!

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana apresentando menor fluxo de negócios, mas com preços de estáveis a mais altos nesta segunda-feira, 10. Os pecuaristas estão capitalizados e não mostram disposição em negociar a preços mais baixos, agora é o momento de limitar essa oferta dentro da porteira, já que os compradores devem pressionar os preços nos próximos dias!

As indústrias frigoríficas apontam para uma posição mais confortável em suas escalas de abate. “De qualquer maneira, os negócios envolvendo animais padrão China ainda acontecem em patamar bastante alto, carregando ágio de R$ 5 a R$ 15 em relação a animais destinados ao mercado doméstico”, comentou analista da Safras&Mercado.

O preço do Indicador do Boi Gordo/CEPEA, abriu a semana com nova disparada nos preços, uma alta de 2,29%, acumulando uma alta positiva de 0,74% no mês. Sendo assim, o avanço dos preços fez com que a arroba saltasse de R$ 331,40/@ para o valor de R$ 339,00/@. Confira o gráfico abaixo!

As negociações para bovinos até quatro dentes, o “boi China”, negócios seguem firmes e com valores de até R$350,00/@. Segundo o app da Agrobrazil, os pecuaristas de Sales/SP, venderam boiada para o mercado interno por R$ 350,00/@ com pagamento à vista e abate para o dia 21 de janeiro de 2022, veja imagem abaixo.

Sendo assim, em São Paulo, o valor médio para o animal terminado apresentou uma média geral a R$ 343,44/@, na segunda-feira (10/01), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 328,18/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 320,35@. E em Mato Grosso, a média fechou cotada a R$ 334,63/@.

Com boa parte das indústrias fora das compras hoje, os preços ficaram estáveis na comparação com o último fechamento (7/1). Entretanto, os compradores ativos nessa manhã iniciaram a semana testando preços abaixo da referência, mas sem sucesso nas negociações. As cotações do boi, vaca e novilha gordos estão em R$338,00/@, R$310,00/@ e R$327,00/@, nessa ordem, preços brutos e a prazo, apontou a Scot Consultoria.

O mercado físico do boi gordo fechou a segunda-feira em estado de observação. Com a oferta ainda restrita, a referência dos negócios concretizados permanece nos patamares observados anteriormente, próximos aos R$ 340,00/@ em São Paulo.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento para jan/22, encerrou a sexta-feira cotado a R$ 340,85/@, valorizando 0,99% no comparativo diário.

Os frigoríficos devem tentar realizar algumas negociações abaixo da referência média, diz Iglesias. “No entanto, os pecuaristas estão capitalizados e não mostram disposição em negociar a preços mais baixos. Com chuvas acima do normal no Centro-Norte é evidenciada boa capacidade de retenção neste momento”, avaliam os consultor.

Tal fato permite que muitos pecuaristas retenham animais nas propriedades, à espera de preços ainda mais altos.

@agropecuáriaveneza

Exportações

As exportações de carne bovina in natura iniciaram 2022 acelerando o ritmo. Durante a primeira semana do ano 35,48 mil toneladas foram embarcadas, avanço de 18,42% no comparativo com a última semana de dez/21, sendo esse o maior volume desde o retorno das compras chinesas. Ainda assim, quando se compara a primeira semana de jan/21, nota-se um resultado 12,79% inferior.

Giro do Boi Gordo pelo Brasil

  • Em São Paulo, no interior do estado, os preços ficaram em R$ 342@, contra R$ 340 da sexta-feira.
  • No triângulo mineiro negócios em R$ 335, estáveis.
  • Em Goiânia, cotação estável em R$ 325/@ a prazo.
  • Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo ficou posicionado em R$ 323/@ a prazo.
  • Em Mato Grosso, a arroba foi indicada em R$ 314 a prazo.

Atacado

Mercado atacadista inicia a semana apresentando preços acomodados, a tendência de curto prazo ainda remete a pouco reação daqui até a virada de mês. Basicamente os preços assumiram um patamar muito proibitivo nas últimas semanas, além de todas as dificuldades macroeconômicas precisa ser citado a descapitalização do consumidor médio nessa época do ano, considerando a incidência de despesas tradicionais, a exemplo do IPTU, IPVA e compra de material escolar.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,70, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,90, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 15,50.

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