Boi gordo: Mercado futuro tem dia de desvalorização

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Foto Divulgação.

Após romper os R$ 290,00/@ novamente, preço do boi gordo na B3 enfrenta dia de ressaca e chega a recuar 1,38%. Confira o que disse a Agrifatto!

Após o segundo dia consecutivo de recuo da moeda-norte americana, os futuros de boi gordo também entraram na onda e receberam ajustes negativos no pregão de ontem, 13/01. O janeiro/21, teve queda pontual de 0,19% ante a véspera, encerrando do dia cotado a R$ 288,90/@. Já o fevereiro/21, que havia quebrado a barreira dos R$ 290,00, escorregou e acabou fechando o dia em R$ 286,20/@, demonstrando queda de 1,38% no comparativo diário.

Já no atacado paulista de carne bovina, as novidades são poucas. Os relatos apontam para um mercado pouco movimentado, onde não há oferta e tampouco demanda aparente. Por outro lado, começa a se desenhar novamente uma queda de braço entre os participantes do mercado, cujo os compradores atacadistas apontam para resistência caso haja aumento dos preços. Por ora, apenas especulação. A carcaça casada bovina segue balizada em R$ 18,00/kg.

Milho

Com o dólar se consolidando próximo dos R$ 5,30, o preço do milho no Brasil começou a perder parte de sua força altista, no entanto, a referência para negócios em São Paulo continuou nos R$ 84,00/sc, com os compradores se mantendo firme nos valores oferecidos. Na B3, o vencimento para março/21 que chegou a ser negociado nos R$ 90,00/sc durante o dia, fechou a quarta-feira com queda de 2,31%, cotado a R$ 86,83/sc.

Nos EUA, o mercado de milho continuou a reverberar os dados de produção e estoques divulgados ontem pelo USDA no relatório de oferta e demanda. E, como a CBOT encerrou a terça-feira em seu limite de alta (5,00%), o mercado continuou a demonstrar força para evoluir ontem.

Com isso, o contrato com vencimento para março/21 valorizou 1,40%, sendo negociado a US$ 5,24/bu, o maior valor para o contrato corrente de milho na CBOT desde maio/18

Soja

Com o recuo do dólar e das cotações em Chicago, o preço da oleaginosa brasileira recuou na quarta-feira. A referência para os negócios de oleaginosa física em terras brasileiras passou para os R$ 168,00/sc. O farelo de soja seguiu firme cotado a mais de R$ 2.750/t em São Paulo, a cotação deste não sofreu recuos pois praticamente não há oferta no mercado.

Após romper a máxima dos US$ 14,18/bu, o preço da soja em Chicago recuou 0,85% ontem, fechando o dia cotado a US$ 14,06/bu. Tal movimento acontece após a forte alta de mais de 3% na terça-feira, justificando-se como uma correção de mercado, já que os operadores agora buscam se reposicionar e avaliar se a possibilidade de novas altas para a oleaginosa ainda existe

Fonte: Agrifatto

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