Boi gordo: oferta reduzida segue sustentando preços

Boi gordo: oferta reduzida segue sustentando preços

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Foto Divulgação.

Segundo analista da Safras, em um cenário de oferta apertada, já está se evidenciando um movimento de retomada das cotações vigentes nas semanas anteriores.

Poucas novidades no mercado do boi gordo, a semana encerrou com poucas negociações no radar e altas sutis nas indicações da arroba. A oferta reduzida de animais prontos para abate segue como principal fator de sustentação dos preços nos patamares atuais.

De acordo com a Agrifatto Consultoria, em São Paulo, as escalas de abate fecharam o dia com 8,0 dias úteis, acima da média parcial anual, que gira em torno de 6 dias úteis.

No atacado, o cenário começa a dar sinais de mudança, as cotações consolidadas em R$ 14,30 por quilo para a carcaça casada bovina imprimem um aumento de R$ 0,30/kg ante a semana anterior. O comportamento do varejo com possíveis aumentos da proteína bovina durante esta semana poderá ditar uma nova aceleração do atacado nas próximas semanas.

Boi gordo: preços recuaram na semana mas mercado já ensaia reação

Os preços do boi gordo apresentaram uma pequena correção para baixo na última semana nas principais praças de produção e comercialização do Brasil, de acordo com a consultoria Safras. “Em um cenário de oferta apertada, já está se evidenciando um movimento de retomada dos preços vigentes nas semanas anteriores”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a demanda de exportação permanece positiva ao longo do mês, com uma participação bastante efetiva da China no mercado internacional de proteína animal. O país continua com déficit neste setor, com o rebanho suíno dizimado por surtos de peste suína africana.

“Já para a primeira quinzena de agosto, é grande o otimismo em relação ao consumo doméstico de carne bovina no Brasil, avaliando a celebração do Dia dos Pais como elemento motivador da demanda”, afirma. A data é, ao lado do Ano-Novo, um dos grandes pontos de pico de consumo de carne bovina do ano.

Veja a diferença dos preços nos fechamentos de 17 e 24 de julho:
  • São Paulo: caiu de R$ 221 para R$ 219
  • Uberaba (MG): caiu de R$ 217 para R$ 216
  • Dourados (MS): caiu de R$ 212 para R$ 210
  • Goiânia (GO): caiu de R$ 211 para R$ 210
  • Cuiabá (MT): permaneceu estável em R$ 198

Exportações

Os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 390,479 milhões em julho (13 dias úteis). A quantidade total exportada pelo país chegou a 95,375 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.094,10.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve ganho de 30,21% no valor, alta de 26,69% na quantidade e avanço de 2,77% no preço médio.

Fonte: Agrifatto e Agência Safras

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