Bolsonaro acaba com MST e libera arma para produtores

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invasão MST
Foto Ilustrativa.

Bolsonaro diz que cortou verba do MST: “Propriedade é sagrada”; Presidente também destacou que estendeu porte de armas no campo.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta segunda-feira (10) que o governo federal tirou verba de Organizações Não-Governamentais (ONGs) parceiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em conversa com apoiador do Pará em frente ao Palácio da Alvorada, o mandatário destacou que a propriedade privada “é sagrada”.

– Tá mais devagar o MST lá [no Pará]? Tiramos dinheiro de ONGs deles. Tem o porte estendido do fazendeiro. Fazendeiro pode andar armado em toda a propriedade – disse Bolsonaro.

Desde 2019, o primeiro ano de sua gestão, o mandatário flexibilizou a posse e o porte de armas no campo. Hoje, moradores de regiões rurais podem comprar armamento de qualquer calibre, desde que possuam mais de 25 anos, não sendo mais necessário que seja comprovada a efetiva necessidade da arma ou ameaça à integridade física.

Os fazendeiros também estão autorizados a portar a arma por toda a propriedade; diferente das regras anteriores, que estabeleciam que o objeto não poderia sair da sede do imóvel.

– Propriedade privada é sagrada. Não pode invadir. Tem que ter a reação de quem está sendo invadido – defendeu o chefe do Executivo.

“Alguém tem notícias de invasões do MST [Movimento Sem Terra}, tão comuns em anos anteriores? As raras que tiveram, menos de 10, deixaram de existir”, destacou o presidente ao conceder os títulos a pessoas que foram deslocados de suas residências na década de 80 para a construção da Base Espacial de Alcântara.

“Todos que têm uma propriedade não querem que ela seja invadida. Não adianta fazer um plano de reforma agrária e não dar um papel para o proprietário possa dizer ‘eu vou trabalhar essa terra e o que eu fizer nela vai ficar para os meus filhos e netos”, analisou Bolsonaro, que disse ter entregado mais títulos de propriedade do que nos 20 anos de governos anteriores.

Na avaliação de Bolsonaro, não havia interesse dos governos anteriores em conceder os títulos de propriedade. “O homem somente com a posse d a terra vive ainda em uma situação de quase escravidão. Cada vez que te entregam um título, isso deixa de existir. Não tem preço você ter proprietário de alguma coisa”, afirmou.

Ele recordou que tem origem em uma cidade pequena e conhece as dificuldades enfrentadas pelo município maranhense. “Nós devemos dar dignidade ao homem do campo e não fazer política com os cidadãos humildes. Não existe preço portar em suas mãos um título de propriedade”, enfatizou o presidente.

Segundo a ministra Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que a entrega dos títulos mostra que o governo Bolsonaro é o que mais zela pelos direitos humanos no Brasil, “Eu sei o que é uma mãe poder dormir sabendo que a propriedade agora é dela e que ninguém mais toma. Durmam felizes agora”, disse a ministra que prometeu retornar para entregar títulos a mais famílias.

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