Bolsonaro: Brasil deve receber por preservação

Bolsonaro: Brasil deve receber por preservação

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O mandatário participa da Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Confira abaixo as falas!

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (22), que o Brasil “está na vanguarda no combate à mudança do clima” e fez promessas como zerar o desmatamento ilegal até 2030 e antecipar de 2060 para 2050 a neutralidade de carbono. O mandatário participa da Cúpula de Líderes sobre o Clima, organizada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Em discurso de 7 minutos, Bolsonaro também prometeu o “fortalecimento de órgãos ambientais”, a partir da aplicação do dobro de recursos destinados a ações de fiscalização, mas disse que o desafio também passa por melhorar a vida dos mais de 23 milhões de brasileiros que vivem na Amazônia – “região mais rica do país em recursos naturais, mas que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano”.

“À luz de nossas responsabilidades comuns, porém diferenciadas, continuamos a colaborar com os esforços mundiais contra a mudança do clima. Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar e a refirmar a NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões, inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030”, afirmou.

“Determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada em 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal, até 2030, com a plena e pronta aplicação do nosso Código Florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data”, disse.

A “neutralidade climática” citada pelo presidente consiste em o país ser capaz de absorver a totalidade de gases que emite na atmosfera. Já o compromisso com o fim do desmatamento ilegal havia sido assumido no Acordo de Paris, em 2015.

Bolsonaro também disse que os mercados de carbono “são cruciais como fonte de recursos e investimentos para impulsionar a ação climática” e defendeu uma “justa remuneração” pelos serviços ambientais prestados pelo Brasil a partir da conservação de biomas.

“Os mercados de carbono são cruciais como fonte de recursos e investimentos para impulsionar a ação climática, tanto na área florestal, como em relevantes setores da economia, como indústria, geração de energia e manejo de resíduos. Da mesma forma, é preciso haver justa remuneração pelos serviços ambientais prestados por nossos biomas ao planeta como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação”, sugeriu.

Bolsonaro apontou, no discurso, a queima de combustíveis fósseis como o principal vilão das mudanças climáticas no planeta, e sustentou que o Brasil hoje participa com menos de 3% das emissões anuais de gases de efeito estufa, apesar de ser uma das maiores economias do mundo.

O presidente também defendeu o uso de matrizes energéticas mais limpas pelo Brasil e disse que o agronegócio do país é um dos mais sustentáveis do planeta.

“Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como o etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos. No campo, promovemos uma revolução verde a partir da ciência e inovação. Produzimos mais utilizando menos recursos, o que faz da nossa agricultura uma das mais sustentáveis do planeta”, afirmou.

“Temos orgulho de conservar 84% do nosso bioma amazônico e 12% da água doce da Terra. Como resultado, somente nos últimos 15 anos, evitamos a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera”, complementou.

Com informações do Infomoney

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