A dsm-firmenich apresentou os dados mais recentes do Censo de Confinamento 2024, onde o número de bovinos confinados em 2024 foi de 7,96 milhões. O levantamento mostra também que, desde 2015, o número de animais confinados cresceu 70%.
Em 2024, o Brasil consolidou seu protagonismo no setor agropecuário ao registrar um recorde histórico no número de bovinos confinados: 7,96 milhões de cabeças. Este número representa um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 7,2 milhões de animais, e uma impressionante evolução de 70% desde 2015. O levantamento foi realizado pelo Censo de Confinamento 2024, conduzido pela dsm-firmenich, empresa referência em nutrição animal e inovação tecnológica, apresentado nesta terça-feira (10), onde o Compre Rural esteve presente.
Ao longo das últimas décadas, a pecuária brasileira tem evoluído para atender às exigências de um mercado global em constante mudança. O uso de tecnologias avançadas, combinado com práticas de manejo modernas, permitiu que os produtores brasileiros aumentassem a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzissem os custos de produção e os impactos ambientais.
Cenário de mercado impulsiona crescimento
O aumento no confinamento reflete as condições do mercado em 2024, que alternou entre alta oferta de carne no primeiro semestre e um segundo semestre marcado por consumo interno aquecido, aumento na exportação e elevação do preço do boi gordo. Esse contexto estimulou os pecuaristas a adotarem o confinamento como estratégia para aumentar a produtividade e atender à demanda interna e externa.

Os principais estados que lideraram o confinamento foram:
- Mato Grosso, com 1,7 milhão de animais (+20% sobre 2023);
- São Paulo, com 1,3 milhão (+6,7%);
- Goiás, com 1,2 milhão (+4,9%);
- Mato Grosso do Sul, com 800 mil (recuo de 4,4%);
- Minas Gerais, com 800 mil (+4%).
Tecnologia como aliada do desempenho
A modernização do setor tem sido um pilar importante para esse crescimento. O uso de ferramentas digitais, como o software de gestão FarmTell™ e a inteligência artificial Lore, ambos desenvolvidos pela dsm-firmenich, tem permitido aos pecuaristas acompanhar em tempo real o desempenho de seus rebanhos, otimizando a alimentação, o bem-estar animal e os resultados financeiros.
Vanessa Porto, Diretora de Pecuária de Precisão da dsm-firmenich, destacou que “a digitalização do campo não é mais uma opção, mas uma necessidade. Oferecemos dados concretos para que os produtores possam antecipar problemas e aumentar a eficiência em um mercado cada vez mais competitivo”.
Bovinos confinados: Impacto econômico e ambiental
Além do impacto econômico, o aumento no confinamento também carrega implicações para a sustentabilidade. A prática permite maior controle sobre a alimentação e o manejo dos animais, reduzindo desperdícios e a pressão sobre pastagens nativas.
“Acreditamos que o futuro da pecuária de corte depende de decisões fundamentadas em dados confiáveis e transparentes. Por isso, realizamos o Censo de Confinamento, uma ferramenta estratégica que monitora a evolução do setor, identifica tendências de mercado e mapeia oportunidades, permitindo um planejamento e ações mais eficazes. Com o apoio de mais de 800 pessoas do nosso time de campo, que conhecem profundamente todos os 5.570 municípios brasileiros, conseguimos oferecer uma visão precisa da capacidade produtiva nacional. O censo fortalece a cadeia produtiva e consolida o Brasil como referência global na pecuária de corte bovina, unindo tradição, inovação e sustentabilidade”, destacou Walter Patrizi, Gerente de Confinamento da dsm-firmenich.
“O Censo de Confinamento fortalece a cadeia produtiva e consolida o Brasil como referência global na pecuária de corte bovina, unindo tradição, inovação e sustentabilidade”, disse Walter Patrizi.
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços, o setor enfrenta desafios, como a volatilidade dos preços de insumos e a necessidade de diversificar mercados para reduzir a dependência da China. Para 2025, as expectativas incluem a continuidade do ciclo de alta do boi gordo e maior adoção de tecnologias de precisão, garantindo maior rentabilidade para os produtores.
O recorde de 2024 reafirma a posição do Brasil como líder global no agronegócio e demonstra como a integração entre tradição e inovação pode transformar a pecuária em um setor mais eficiente, competitivo e sustentável.
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