Brasil deve criar 2,5 milhões de empregos formais

Onyx Lorenzoni, enfatizou a importância do setor na geração de empregos e a necessidade de criar alternativas para o trabalhador rural produzir e empreender.

A pandemia de covid-19 trouxe reflexos à taxa de desemprego no país. Atualmente, no Brasil são 14,8 milhões de pessoas sem emprego. O ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, afirmou que o foco do combate ao desemprego são os jovens e que a expectativa é criar, até o final deste ano, 2,5 milhões de postos formais de trabalho, com reflexo também no setor produtor de alimentos. 

Durante a reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (21), o ministro Onix informou que, “o Brasil já produziu 1,8 milhão de empregos em 7 meses e vamos chegar a 2,5 milhões com carteira assinada em um ano, será um recorde histórico nas últimas décadas”.

Onyx reforçou que o governo tem compromisso com as relações de trabalho no campo. “O direito de propriedade é um dos pilares da democracia e de toda sociedade livre.” O ministro acrescentou que “o Ministério do Trabalho está empenhado na desregulamentação e simplificação do setor para que o trabalhador rural tenha liberdade de produzir e empreender.”

Pautas como Trabalho Escravo, Convenção 169 da OIT, e a revisão de normas regulamentadoras são vitais para quem produz na zona rural e na cidade, segundo o ministro. “A função da fiscalização é ajustar e buscar o entendimento. Estamos imbuídos em criar regras claras e objetivas para proteger o trabalho digno e dar condições adequadas entre o empregador e empregado.”

O presidente da FPA, deputado Sérgio Souza, defendeu a revisão das Normas Regulamentadoras (NRs) para desburocratizar a cadeia produtiva e garantir segurança jurídica no campo. “Exportamos para mais de 160 países e nos próximos anos vamos alimentar 1 bilhão de pessoas no mundo todo. A revisão das NRs vai destravar o país, gerar mais emprego e renda e colocar o Brasil no rumo certo.”

Deputados da bancada citaram a atuação do ministro Onix em pautas de interesse do setor agropecuário e lamentaram que o Senado não tenha aprovado a Medida Provisória 1045/21, que criava um novo programa emergencial de manutenção do emprego e da renda. 

“A não regulamentação desta medida vai fazer falta aos mais de 14 milhões de brasileiros que estão precisando do seu emprego. Essa MP seria algo inovador que iríamos propor ao Brasil,” disse o deputado José Mário (DEM-GO).

Já o deputado Christino Áureo (PP-RJ) defendeu que “fortalecer as relações de trabalho vai ajudar o Brasil a superar os desafios impostos pela pandemia, desde o campo até a cidade, com as micro e pequenas empresas, que precisam de apoio”.  

Agro 4.0

Ainda na reunião, o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Nogueira, apresentou o programa Agro 4.0 que visa promover a adoção e a difusão de tecnologias digitais no agronegócio brasileiro. “O principal foco é difundir a tecnologia na agricultura para aumentar a eficiência da cadeia produtiva e diminuir os custos de produção”, explica.

Segundo Nogueira mais de 700 empresas do agro foram beneficiadas pelo programa e no dia 30 de setembro será realizado um evento para apresentar os resultados do projeto Agro 4.0. desenvolvido em parceria com os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI); e da Economia (ME).

Fonte: FPA

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