Brasil discute maior proximidade comercial com Estados Unidos

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bandeiras do brasil com os estados unidos
Foto: Divulgação

Sistema CNA/Senar discutiu possibilidades de aproximação entre o agro do Brasil e dos Estados Unidos em uma reunião com representantes da embaixada norte-americana

A comitiva – formada pelo conselheiro de Agricultura, Michael Conlon, pelas adidas agrícolas, Jenia Ustinova e Nicole Podesta, além de consultores e especialistas da embaixada – foi recebida pela diretora de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra; pela diretora de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar, Andréa Barbosa; pela coordenadora de Inteligência Comercial da CNA, Sueme Mori; e pelo coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias.

O grupo assistiu a uma apresentação institucional do Sistema CNA/Senar, conheceu a metodologia da ATeG e aspectos da sustentabilidade agrícola brasileira.

Também foram discutidas formas de atuação em conjunto, principalmente em temas ambientais como mudanças climáticas, mercado de carbono e limite máximo de resíduos. Os integrantes da embaixada propuseram a realização de um evento Brasil-Estados Unidos, em 2022, sobre temas como o acordo para redução da emissão de metano, suas implicações e desafios.

“Apesar do Brasil e dos Estados Unidos serem competidores no mercado internacional como grandes produtores agrícolas mundiais, enfrentamos desafios semelhantes. Então podemos montar uma agenda de trabalho para atuarmos juntos nessas questões”, disse Sueme Mori.

Os participantes destacaram a importância de um diálogo balanceado com a presença do governo e do setor privado.

Entidades anunciam criação do Diálogo Agrícola Brasil-EUA

Em abril deste ano o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, reuniu-se, com o presidente da American Farm Bureau Federation (AFBF), Zippy Duvall, para propor a criação do Diálogo Agrícola Brasil – Estados Unidos.

Este foi o principal tema do encontro. A ideia é realizar todos os anos um evento que reunirá representantes do setor e produtores rurais brasileiros e norte-americanos com o objetivo de trocar informações e debater temas de interesse comum entre os dois países para consolidar parcerias e buscar soluções conjuntas para superar gargalos.

No encontro virtual, Martins destacou a importância do diálogo e afirmou que Brasil e EUA podem tornar-se grandes parceiros comerciais. Ele defendeu, também, a importância de trabalhar em prol dos pequenos produtores, por meio de capacitações para alcançar novos mercados.

O vice-presidente de Relações Internacionais da CNA e presidente da Farsul, Gedeão Pereira, lembrou o crescimento da agropecuária na última década e afirmou que, nos próximos 10 anos, o país terá papel crucial no abastecimento da população mundial. Ele também falou sobre a importância da parceria comercial com a China. O país asiático, afirmou, continuará como um dos principais clientes do agro brasileiro. Ele disse, ainda, que o Brasil tem a primeira agricultura tropical desenvolvida do mundo.

Já a diretora de Relações Internacionais, Lígia Dutra, reforçou a necessidade do diálogo com os EUA e apresentou o programa Agro.Br, desenvolvido em parceria com a Apex Brasil para mudar o cenário do pequeno e médio produtor e ampliar sua presença no comércio internacional, tendo o mercado asiático como um dos focos.

Para o presidente da Farm Bureau, Zippy Duvall, os desafios americanos não são diferentes dos brasileiros, uma vez que os dois países enfrentam problemas semelhantes na produção. Entre as principais barreiras a serem superadas pelos americanos, estão o problema da conectividade no campo, infraestrutura e tributação, além de questões como educação e saúde no campo.

De acordo com ele, a AFBF tem trabalhando na defesa dos produtores no sentido de reivindicar políticas para o setor. Ele relatou que a pandemia tem sido um momento crítico na agricultura americana e que eles tiveram de encorajar os produtores a não pararem a atividade.

Por sua vez, o vice-presidente da entidade americana, Dale Moore, apoiou a ideia de desenvolver um diálogo mais robusto com o Brasil.

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