Fazendeiros pagavam os policiais para proteger as fazendas e fazer vista grossa em relação ao desmatamento e a caça de animais silvestres. Confira!
O núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, cumpriu na manhã desta quarta-feira (15), cinco mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão. Os presos são dois policiais militares e três proprietários rurais em São Sebastião da Amoreira (norte pioneiro).
Investigações do Gaeco e da 2ª Promotoria de Justiça da Auditoria Militar de Curitiba indicaram que policiais militares lotados em um posto da Polícia Ambiental na Rodovia PR-218 vinham recebendo benefícios ilegais para garantir a segurança das propriedades rurais e, eventualmente, permitir infrações ambientais.
Os policiais da força-verde estariam ainda omitindo-se de fiscalizar caça de animais silvestres no interior de uma das fazendas e até mesmo teriam participado de caça ilegal. Além disso, estão sendo investigados crimes de peculato dos policiais, consistentes na apropriação de doações de combustíveis e outros materiais destinados à Polícia Ambiental.
Segundo o coordenador do Gaeco Londrina, Jorge Barreto, os policiais recebiam propina dos fazendeiros para protegerem as propriedades e também para fazer vista grossa para crimes ambientais.
“Vamos analisar os materiais apreendidos e na sequência oferecer denúncia criminal contra os investigados” disse o promotor. A prisão expedida é temporária, de três dias, podendo ser prorrogada pela Justiça.






- ABS supera 30% de crescimento global em genotipagem, impulsionada pela expansão do GENEadvance
- Conheça a história do fundador da Hyundai que “pagou” uma vaca com 1.001 bovinos
- Como bezerros mestiços estão transformando fazendas leiteiras dos EUA em verdadeiras “fábricas de carne”
- Mães da pecuária: mulheres conciliam gestão de fazendas e criação dos filhos em MT
- Histórico: nascem os primeiros bezerros da raça Boran no Brasil; vídeo
O Posto da Polícia Ambiental foi construído em meados de 2015 na área de uma fazenda, às expensas dos proprietários do local e de terras vizinhas. O nome dos investigados não foi divulgado pelo Gaeco.
Por conta da quarentena, os proprietários rurais presos foram trazidos para a CTL (Centro de Triagem de Londrina) para posterior encaminhamento para um penitenciária de Londrina. Já os policiais devem ficar no 5º Batalhão da Polícia Militar até que sejam transferidos para Curitiba.
Com informações do Bonde