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Capim-mombaça: Conheça o segredo para pastagens produtivas

O capim-mombaça, uma variedade de capim-colonião, oferece uma série de vantagens para os produtores de gado de corte e leite; conheça as enormes vantagens desse pasto e as práticas recomendadas de semeadura e manejo

A seleção do pasto adequado desempenha um papel crucial na sustentabilidade e na produtividade dos sistemas de pecuária. Ao escolher a espécie forrageira apropriada, os produtores podem otimizar o uso dos recursos disponíveis, melhorar a qualidade da dieta animal e aumentar a rentabilidade de seus empreendimentos. Neste contexto, o capim-mombaça emerge como uma opção altamente promissora, destacando-se por sua adaptabilidade, alta produtividade e valor nutricional.

O capim-Mombaça, uma variedade de capim-colonião, oferece uma série de vantagens para os produtores de gado de corte e leite. Sua capacidade de estabelecimento rápido, juntamente com sua eficiência na utilização de nutrientes, fazem dele uma escolha popular em regiões tropicais. Além disso, sua resistência moderada à seca e sua compatibilidade com consórcios de leguminosas adicionam versatilidade ao sistema de produção.

Benefícios do capim-mombaça

O capim-mombaça (Panicum maximum cv. Mombaça) oferece uma série de benefícios significativos para sistemas de produção pecuária, tornando-se uma escolha valiosa para produtores em regiões tropicais e subtropicais. Aqui estão alguns dos principais benefícios dessa forrageira:

Alta produtividade de forragem: Esse capim é conhecido por sua excepcional capacidade de produção de biomassa. Em condições ideais, pode alcançar rendimentos de matéria seca de até 20 toneladas por hectare por ano, proporcionando uma fonte abundante de alimento para o gado.

Valor nutricional: Apresenta teores adequados de proteína bruta, variando entre 10% e 12%, o que o torna uma opção nutritiva para o gado. Além disso, sua alta percentagem de folhas contribui para uma melhor qualidade nutricional da forragem.

Adaptabilidade: O capim-mombaça é altamente adaptável a uma variedade de condições de solo e clima, incluindo solos de média a alta fertilidade e áreas com regimes de chuva sazonais. Sua resistência moderada à seca o torna uma escolha robusta para regiões com estação seca pronunciada.

Compatibilidade com consórcios: Por ser compatível com diversas leguminosas, como puerária, desmódio, centrosema, stylosanthes e calopogônio, o capim-mombaça permite a formação de pastagens consorciadas, que contribuem para a diversificação da dieta animal, fixação de nitrogênio e melhoria da fertilidade do solo.

Rápido estabelecimento: O capim-mombaça possui uma taxa de estabelecimento rápido, o que significa que pode cobrir o solo de forma eficaz em um curto período de tempo após a semeadura, reduzindo assim a erosão e competição com plantas invasoras.

Gestão de pastagens: Sua capacidade de suportar cargas animais relativamente altas, juntamente com a possibilidade de manejo rotativo, contribui para a gestão eficiente de pastagens, permitindo a otimização do uso do pasto e a maximização da produção animal.

Resistência a pragas e doenças: Embora não seja imune, o capim-mombaça tem demonstrado certa resistência a algumas pragas e doenças comuns em pastagens tropicais, tornando-se uma opção mais robusta em comparação com outras cultivares.

 Foto: Vila Verde

Práticas recomendadas para semeadura e manejo

O sucesso do capim-mombaça em proporcionar uma pastagem de qualidade e sustentável depende significativamente da implementação de práticas adequadas de semeadura e manejo. A seguir, apresentamos algumas diretrizes essenciais para otimizar o estabelecimento e a manutenção dessa forrageira:

Semeadura adequada

Timing da semeadura: A semeadura do capim-mombaça deve ser realizada no início do período chuvoso, geralmente entre outubro e novembro, para garantir condições ideais de germinação e crescimento inicial das plântulas.

Profundidade de plantio: A profundidade de plantio deve situar-se entre 2 e 4 cm para promover uma emergência uniforme das plântulas e evitar problemas de competição com plantas invasoras.

Densidade de semeadura: A densidade de semeadura varia de 10 a 15 kg/ha, dependendo da qualidade das sementes e do método de plantio escolhido. É importante garantir uma distribuição uniforme das sementes para obter uma cobertura completa do solo.

Preparo do solo: Antes da semeadura, recomenda-se realizar uma análise do solo para determinar as necessidades de calagem e adubação. A correção da acidez do solo e a aplicação de nutrientes essenciais, como fósforo e potássio, são fundamentais para o estabelecimento inicial e o desenvolvimento saudável das plantas.

Manejo sustentável

Primeiro pastejo: O primeiro pastejo deve ocorrer após 90 a 120 dias do plantio, quando as plantas atingirem uma altura adequada de aproximadamente 1,2 a 1,6 m. Este pastejo inicial ajuda a promover o perfilhamento e a densidade da pastagem.

Altura do pastejo: Durante o pastejo, as plantas devem ser rebaixadas até cerca de 30 cm acima do solo para estimular o crescimento vigoroso das brotações e garantir uma regeneração adequada da pastagem.

Utilização de pastejo rotativo: Sempre que possível, adote o sistema de pastejo rotativo para promover um uso mais eficiente da pastagem e reduzir a pressão de pastejo em áreas específicas, favorecendo assim a recuperação das plantas e a longevidade da pastagem.

Diferimento da pastagem: Durante o período seco, considere a prática de diferimento (veda) da pastagem no final do período chuvoso. Isso permite acumular forragem de qualidade para uso durante a estação seca, garantindo a disponibilidade de alimento para os animais durante períodos de escassez.

Integração do capim-mombaça com sistemas de produção

Integrar eficientemente o capim-mombaça em sistemas de produção pecuária requer uma abordagem holística, considerando não apenas o cultivo da forrageira em si, mas também sua interação com outros componentes do sistema, como os animais, o manejo do pasto e a gestão da propriedade. Aqui estão algumas estratégias para realizar essa integração de forma eficiente:

Planejamento do sistema de pastejo: Desenvolva um plano de manejo de pastagens que leve em consideração a inclusão do capim-mombaça. Isso inclui decisões sobre rotação de pastagens, épocas de pastejo, taxas de lotação animal e manejo diferenciado conforme as estações do ano.

Consórcio com leguminosas: Aproveite as vantagens da capacidade de consorciação do capim-mombaça com leguminosas como a puerária, desmódio, centrosema, stylosanthes e calopogônio. Isso não só aumenta a diversidade e qualidade nutricional da pastagem, mas também contribui para a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a necessidade de adubação nitrogenada.

Manejo integrado de pragas e doenças: Esteja atento à ocorrência de pragas e doenças que possam afetar o capim-mombaça e implemente estratégias de manejo integrado para controlá-las, reduzindo assim os impactos negativos na produtividade da pastagem.

Suplementação nutricional estratégica: Avalie a composição nutricional da forragem produzida pelo capim-mombaça ao longo do ano e, se necessário, faça suplementação nutricional estratégica para atender às necessidades específicas do rebanho, garantindo um equilíbrio nutricional adequado para o desempenho animal.

Monitoramento e avaliação constantes: Estabeleça um sistema de monitoramento regular para avaliar o desempenho da pastagem, a condição do rebanho e a eficácia das práticas de manejo implementadas. Com base nessas informações, faça ajustes no manejo conforme necessário para otimizar os resultados.

Capacitação e atualização: Mantenha-se atualizado sobre as melhores práticas de manejo do capim-mombaça e de sistemas de produção pecuária por meio de capacitações, cursos e consultorias especializadas. O conhecimento atualizado é fundamental para tomar decisões informadas e garantir o sucesso do empreendimento.

Ao integrar o capim-mombaça de forma eficiente em sistemas de produção pecuária, os produtores podem colher os benefícios de uma pastagem produtiva e sustentável, garantindo o bem-estar animal, a rentabilidade do negócio e a conservação dos recursos naturais.

Escrito por Compre Rural.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Juliana Freire sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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