Capim se mostra resistente em meio à seca severa no Rio Grande do Norte

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Capim vai bem na seca do Rio Grande do Norte
Foto: Divulgação

Produtor elogia desempenho positivo do cultivar em sua área no período da seca; cultivar Sabiá se sobressaiu resistindo muito bem à seca nordestina

‘Seca do século’, pior em 111 anos, afeta produção de energia e agropecuária no Brasil – esse é uma constatação que o governo federal via Ministério de Minas e Energia fez no primeiro semestre de 2021. Segundo o texto divulgado, a situação é “severa”, alerta inédito em 111 anos de atuação e registro de boletins meteorológicos. Essa seria a maior crise hídrica das últimos décadas. Ainda de acordo com a reportagem, fenômenos meteorológicos como a La Niña são responsáveis pela alteração no regime de chuvas e escassez das mesmas.

Pelo menos a curto prazo a notícia não é das melhores, a probabilidade do fenômeno La Niña permanecer até o final do verão 2022 está acima dos 80%, de acordo com os modelos de previsão para definição do evento El Niño Oscilação Sul (ENOS) do International Research Institute for Climate and Society (IRI), utilizados pelo Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs).

Quando o assunto é a criação de animais em regiões de clima semiárido como o Nordeste, ou em condições de extrema seca de determinados períodos do ano, é importantíssimo que o produtor avalie quais espécies de forrageiras utilizar. É por isso que fomos buscar uma experiência muito bacana da forrageira Sabiá, confira abaixo.

Experiência de forrageira no Rio Grande do Norte

André Barbosa implantou em maio de 2021 o cultivar Sabiá em sua propriedade, no município de Pureza, no Rio Grande do Norte. A região vem sofrendo com umas piores secas dos últimos 111 anos. No município, durante um período de 3 meses, choveu 250 mm, dos quais o Sabiá recebeu apenas 100 mm.

Samea Cabral, membra do time de Desenvolvimento Tecnológico da Barenbrug do Brasil, esteve na área para conversar com o proprietário e entender como foi a experiência dele com o cultivar exclusivo da Barenbrug do Brasil.

“Notamos que ele resistiu bem a esse verão prolongado, que é muito difícil para nós. Mesmo nessa época, com um verão desse, ele já está bem verde, e outros capins vemos que tiveram dificuldade em resistir, mas o Sabiá mostrou uma resistência muito boa” afirma o produtor.

Uma das características que torna o Sabiá mais tolerante à seca é o seu sistema radicular robusto, sendo capaz de se aprofundar cerca de 2 m, com raízes calibrosas. Os outros materiais plantados na propriedade não conseguiram tolerar a seca, diferente da Brachiaria exclusiva da Barenbrug.

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