Cargill armazena 21.000 t de milho a céu aberto; Vídeo!

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Segundo as informações divulgadas, uma unidade da Cargill, uma das líderes globais do setor, armazena milho a céu aberto com colheita acelerada e defasagem na armazenagem. Confira!

Segundo as informações divulgadas pela Reuters, pelo menos uma unidade da trading de grãos norte-americana Cargill está armazenando milho a céu aberto em Mato Grosso, de acordo com os registros publicados no Twitter nesta quarta-feira, refletindo o ritmo acelerado da colheita na temporada. O vídeo mostra um verdadeiro, “mar de montanhas” do cereal, confira abaixo!

Ainda segundo o que foi apurado, essa não é a primeira vez que acontece tal prática, não só envolvendo a Cargill, mas outras empresas do setor. Infelizmente, o déficit de armazenagem no Brasil, é muito grande. Para se ter uma ideia do problema, em 2021, o déficit de armazenagem somou 76 milhões de toneladas, em ano em que a safra de grãos, especialmente de milho, sofreu uma queda acentuada por conta da seca e geadas.

No caso relatado pelo agricultor da região, a situação chama atenção pelo montante que está sendo depositado à céu aberto pelo multinacional. As imagens do milho, que lembram dunas de areia ou uma série de pirâmides amarelas, mostram o produto do lado de fora de instalações da Cargill em Boa Esperança, perto da cidade de Sorriso.

A Cargill disse em comunicado à Reuters que armazenar milho em áreas abertas é uma prática comum, e que pode ser feita em regiões onde não há chuvas significativas em determinados períodos, como agora em Mato Grosso. A região passa pelo conhecido “período da seca”. Realmente, apesar de parecer um “absurdo”, a prática é comum e não traz prejuízos significativos a qualidade do cereal.

O vídeo, feito por um agricultor da região, sugere que o Brasil está apto a colher uma grande segunda safra de milho, após um mau 2021. Elas também ilustram problemas históricos de logística e armazenamento no Brasil. Apesar de ser um líder global na produção agropecuária,

Estima-se que cerca de 21 mil toneladas de milho estejam fora da unidade da Cargill, disse à Reuters Eduardo Vanin, analista de soja da Agrinvest. Ele citou a estimativa de um produtor local e postou as imagens do milho em sua própria conta no Twitter.

Outras 12 mil toneladas devem ser depositadas ali nos próximos dias, de acordo com Vanin, citando contatos locais. Vale lembrar que o ritmo acelerado da colheita dos grãos na região tem inflado ainda mais o problema de armazenagem dos grãos. O país busca o aumento da capacidade de armazenagem, mas por conta da pandemia do Covid-19, a falta de matéria prima e os altos custos, inviabilizaram muitos processos.

Sobre as imagens, a Cargill disse que o milho está “em um sistema temporário de armazenamento que será coberto e contará com controle de temperatura e processo de aeração para manutenção da qualidade do produto”.

Vanin disse que há vários outros relatos de milho armazenado fora de silos em Mato Grosso por outras empresas que não a Cargill.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ligado a produtores, disse na semana passada que a colheita do milho segunda safra do Estado atingiu uma área semeada de quase o dobro da média histórica para o período.

Plantado depois da soja nas mesmas regiões, o milho segunda safra responde por cerca de 75% da produção nacional. A previsão é o Brasil produzir quase 90 milhões de toneladas, um aumento de 46% em relação ao ano passado.

Colheita de milho avança para 2,37% da área em Mato Grosso

A colheita de milho 2021/22 alcançou 2,37% das áreas em Mato Grosso, avanço de 1,12 ponto percentual na semana e com trabalhos antecipados em relação a anos anteriores, informou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta sexta-feira.

No mesmo período do ciclo anterior, apenas 0,09% da área estava colhida, enquanto a média histórica para esta época é ainda menor, de 0,07%, mostraram os dados.

Com trabalhos iniciados na semana passada, o Imea disse que os produtores do cereal tiveram a largada mais antecipada da história nos trabalhos de campo. O movimento veio na esteira da soja que foi colhida cedo, abrindo espaço para que a maior parte do milho do Estado fosse implantado no período ideal.

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