Carne brasileira em destaque na gringa e clima no radar

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Foto: @diego.arrudas

Clima nos EUA, oferta, demanda, dólar; mercado encerrou semana avaliando fundamentos e atento à safra norte-americana; confira os destaques

Escalas alongadas e consumo interno depressivo, sem grandes alterações as negociações de boi gordo no país seguem com preços estabilizados. Desta forma, a referência paulista para a realização de negócios ronda o intervalo de R$ 315,00/@ e R$ 320,00/@. Na B3, o contrato futuro com vencimento em outubro/21 fechou o dia cotado a R$ 321,80/@, valorizando apenas 0,08% no comparativo diária.

Apesar de ter apresentado ajustes negativos, o mercado atacadista de carne bovina ainda opera em ambiente de baixo volume de negócios. Como o consumo no varejo aparenta não mostrar sinais de melhora na procura para os próximos dias, o mercado tende a se manter estável e sem espaço para aumento de preços, mesmo que a procura aumente, já que caminhamos para o final do mês de julho/21. Com isso, a carcaça casada bovina, encerrou a sexta-feira cotada à R$ 19,30/kg.

Carne brasileira na gringa

A escalada nas exportações brasileiras de carne bovina aos Estados Unidos vem surpreendendo o setor pecuário nacional. O país, inclusive, já se configura como o 3º maior destino da proteína brasileira, atrás apenas da China e de Hong Kong, superando a posição que vinha sendo ocupada pelo Chile. De acordo com pesquisadores do Cepea, além de alguns frigoríficos brasileiros terem sido habilitados para exportar carne aos EUA no ano passado, o Real desvalorizado frente ao dólar deixa a carne nacional bastante competitiva e atrativa aos norte-americanos.

Um outro motivo que pode estar direcionando a demanda dos Estados Unidos ao Brasil seria o baixo número de rebanhos na Austrália, forte player internacional. De acordo com dados da Secex, em junho, o Brasil enviou aos EUA 8,78 mil toneladas de proteína bovina, 17,9% a menos do que o embarcado em maio – quando, é válido ressaltar, as vendas ao país atingiram recorde mensal de 10,7 mil toneladas –, mas 18,2% acima da quantidade registrada em junho do ano passado (Secex). De janeiro a junho de 2021, os envios de carne bovina aos Estados Unidos somaram 42,48 mil toneladas, um recorde, mais que o dobro do volume exportado na primeira metade de 2020 (de 20,1 mil toneladas) e bem acima das 16,9 mil toneladas do mesmo período de 2019

milho sendo carregado em caminhao
Foto: Divulgação

O preço do milho disponível continua a avançar nas principais praças do país com a saca do grão em Campinas superando os R$100,00/sc. Na bolsa brasileira o último pregão da semana trouxe a quarta valorização consecutiva do cereal, o contrato setembro/21 encerrou a sexta-feira valendo R$ 99,32/sc, valorização diária de 0,2%.

Com demanda reduzida pelo grão norte-americano, os futuros fecham a semana em queda na bolsa de Chicago. O contrato com vencimento para setembro/21 recuou 3,14% e foi vendido a US$ 5,47/bu.

Foto: Larissa Bianchi

Influenciada pelo recuo em Chicago, a soja brasileira passou por desvalorização nas principais praças brasileiras. Em Paranaguá/PR, a saca do grão foi comercializada a R$ 165,00/sc no último dia da semana.

Apesar do clima desfavorável para as lavouras da soja em alguns estados dos EUA, receios do mercado pela demanda a oleaginosa norte-americana trouxeram correções no último pregão CBOT da semana. O contrato para agosto/21 desvalorizou 1,08% e encerrou a sexta-feira negociado na casa em US$ 14,01/bu.

Via Esalq/CEPEA e Agrifatto

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