Cuidado com “pulo” da arroba nessa semana, veja!

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Após terminar com avanço dos preços na sexta, o mercado pode se deparar com um grande “pulo” da arroba nessa, já que as indústrias estão “confortáveis”!

A última semana foi marcada por grande pressão das indústrias nas principais praças pecuárias, apesar da semana ter encerrado com valorização na média geral da praça paulista. Entretanto, esse leve avanço dos preços acabaram trazendo uma situação confortável para as suas programações de abate. Confira abaixo o alerta para o cuidado com o “pulo” da arroba nessa semana!

O avanço da seca e do frio tem preocupado os pecuaristas que não utilizam o confinamento ou semi-confinamento nas suas propriedades, já que se torna cada vez mais complicado segurar a oferta dos animais nas praças pecuárias, principalmente, no centro-sul do país.

Fechamento da semana

Segundo as informações, o Indicador do Cepea voltou a apresentar forte valorização e com uma variação de 1,32% e, com isso, acabou ficando cotado a R$ 321,85/@ nesta sexta-feira. Sendo assim, o valor fechou a semana no patamar recorde!

Negócios com bovinos de até quatro dentes giram em torno de R$325,00/@, preço bruto e à vista. Em São Paulo, o valor médio para o animal terminado chegou a R$ 315,63/@, na sexta-feira (16/07), conforme dados informados no aplicativo da Agrobrazil. Já a praça de Goiás teve média de R$ 301,01/@, seguido por Mato Grosso Sul com valor de R$ 309,71/@.

Segundo a média do aplicativo, o mercado iniciou a semana com média móvel de R$ 310,02/@ e atingiu, no último dia útil, o patamar de R$ 315,63/@. Sendo assim, a semana fecha com um avanço de cerca de R$ 5,61/@, o que traz um certo otimismo ao mercado.

Alerta no mercado

O aumento da oferta de animais terminados ao longo da semana resultou no alongamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, situação que colocou os compradores em posição mais confortável no mercado de negociação de boiadas gordas!

“As escalas de abate evoluíram de maneira bastante positiva no Norte, Nordeste e Sudeste, com algumas plantas conseguindo alcançar mais de dez dias de programação de abates”, informa a IHS.

Com isso, a pressão frente aos preços praticados nas negociações pode ter grande pressão negativa, trazendo um pulo para baixo no patamar do boi gordo. A segunda quinzena do mês é marcada por uma queda no consumo interno, trazendo um maior conforto para as indústrias que, neste momento, trabalham com escalas confortáveis!

No Sudeste e Centro-Oeste, a chegada dos primeiros lotes de confinamento foram antecipadas, por conta das geadas, facilitando a composição das escalas de abate nos frigoríficos da região, que já alcançam todo o mês de julho em algumas plantas do Estado de São Paulo, informa a IHS.

  • Em São Paulo, os frigoríficos passam a ter 10 dias úteis de escala já cobertas;
  • A situação dos frigoríficos goianos é a melhor dentre os estados acompanhados. São 11 dias úteis já programados;
  • Em Mato Grosso e Tocantins, as indústrias encerraram a semana com 8,0 dias úteis de escala completas;
  • Minas Gerais encerra o período com 7 dias úteis programados, 1 dia a menos que a semana retrasada.
  • Dentre as regiões analisadas, o Mato Grosso do Sul tem as programações mais curtas, com os frigoríficos abastecidos em média em 6,0 dias úteis.

Pecuarista pode manter o patamar de preço

Do lado da ponta vendedora, os pecuaristas sofrem com os impactos das geadas nas lavouras de cana-de-açúcar, em função do aumento nos custos de nutrição dos animais confinados, informa IHS. A silagem produzida a partir da cana era utilizada para evitar os altos valores da nutrição de bovinos!

Com este imprevisto, relata a consultoria, muitos confinadores foram obrigados a ofertar os seus animais, buscando evitar o emagrecimento do rebanho, o que traria prejuízos às fazendas.

Porém, os lotes não são ofertado por valores muito inferiores às máximas de mercado, visto que o custo já foi contratado por alguns meses de confinamento. Nesse cenário, os preços da arroba seguem lateralizados, ressalta a IHS.

O avanço das escalas de abate só irão ocorrer conforme a oferta de animais para abate, o que coloca os pecuaristas em cheque neste momento. Por isso, a união da classe será fundamental para poder cadenciar as ofertas e, com isso, evitar que a pressão negativa nos preços por parte das indústrias não consiga avançar de forma significativa.

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