Cautela do pecuarista segura o preço da arroba, e agora?

Cautela do pecuarista segura o preço da arroba, e agora?

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Confinamento e Boitel VFL BRASIL. Foto: Marcella Pereira

Indústria também faz o mesmo movimento, mas não tem força para mudar o rumo do boi neste instante; Menor oferta de animais terminados é grande!

Nesta quinta-feira, 9 de julho, o mercado brasileiro do boi gordo registrou baixa liquidez, refletindo o momento de cautela de ambos os lados, tanto por parte dos pecuaristas quanto das indústrias. Nesse contexto, os preços da arroba seguem estáveis na maior parte das regiões pecuárias do País.

No momento, os frigoríficos evitam elevar os seus estoques de carne bovina nas câmaras frias, alegando dificuldade no escoamento dos cortes bovinos ao atacado/varejo, segundo relata a IHS Markit.

“O relaxamento das medidas de isolamento social em alguns polos consumidores não é suficiente para que o consumo de carne bovina volte aos patamares anteriores à pandemia de Covid-19”, observa a consultoria.

Do lado pecuarista, os altos preços pagos no gado de reposição, associado aos maiores gastos com alimentação animal neste ano, têm feito muito produtor especular valores maiores pelos animais terminados, informa a IHS Markit.

Os preços da arroba, porém, seguem sustentados em patamares altos – na praça paulista atingiu nesta semana o valor de R$ 225 (a prazo) –, pressionados pela baixíssima oferta de boiadas prontas, devido ao período de entressafra de “animais de capim”, além do ritmo forte dos embarques de carne bovina.

“O apetite comprador do mercado internacional, principalmente chinês, tem, de certa forma, permitido que as plantas habilitadas para exportação tenham melhor manejo dos seus custos, conseguindo operar com preços maiores pagos na boiada gorda mesmo diante da fraca demanda nacional”, destaca a IHS Markit.

Na Agrobrazil

O indicador do Cepea fechou em queda e ficou em R$ 218,60/@. Já o preço médio para São Paulo, segundo app da Agrobrazil, ficou em 218,76/@, com preços variando de R$ 217 a R$ 225/@.

Com destino a exportação, o boi China, em Araguari/MG o valor informado foi de R$ 225/@ prazo de 15 dias e abate para o dia 13 de julho.

Segundo Safras & Mercado

Segundo ele, a oferta de animais terminados, prontos para o abate, permanece restrita de forma geral. “O primeiro giro de confinamento foi prejudicado pelos preços do mercado físico e dos futuros de boi gordo ao longo do mês de março, período em que ocorre a decisão pelo confinamento. Enquanto isso, a demanda chinesa segue bastante efetiva neste ano de 2020, com bom desempenho dos embarques na primeira semana do mês”, pontua.

Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 219 por arroba. Em Uberaba (MG), continuaram em R$ 214 por arroba. Em Dourados (MS), estabilizaram em R$ 211. Em Goiânia (GO), permaneceram em R$ 211. Em Cuiabá (MT), continuaram em R$ 197 por arroba.

Atacado

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a reabertura dos restaurantes na cidade de São Paulo é outro elemento de otimismo neste início de julho. “No entanto, fica sempre a ressalva de que a demanda não estará no mesmo patamar ao momento anterior à pandemia”, aponta.

A ponta de agulha ficou em R$ 12. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,60 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

Compre Rural com informações da FNP, Portal DBO, Agrobrazil e Agência Safras

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