China quer ser autossustentável na produção de grãos

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Foto: Divulgação

China prevê estabilizar produção de grãos em mais de 650 mi t/ano entre 2021 e 2025; produção deve crescer de forma constante durante os próximos anos

O Ministério da Agricultura da China afirmou que o país vai estabilizar sua produção de grãos em mais de 650 milhões de toneladas por ano no período entre 2021 e 2025, noticiou a imprensa estatal chinesa nesta quarta-feira.

A produção de grãos local deve crescer de forma constante durante o 14º plano quinquenal da China, que prevê o desenvolvimento econômico e social entre 2021 e 2025, reportou a televisão estatal CCTV, citando o ministro da Agricultura, Tang Renjian.

Rentabilidade de soja e milho mais que dobra

Investidores que apostaram em ativos como soja e milho tiveram rentabilidade que representa mais que o dobro do retorno obtido pelas aplicações no índice Ibovespa em 2020, mostra um estudo da consultoria ARC Mercosul. Enquanto o principal indicador da bolsa brasileira acumulou ganhos de 6% no ano, a soja e o milho tiveram valorizações de 29% e 12%, respectivamente.

A oleaginosa perde apenas para o ouro, cuja rentabilidade saltou cerca de 50% em meio a um movimento de aversão ao risco durante a pandemia do novo coronavírus. “Foi um ano muito favorável às commodities agrícolas. (Houve) a demanda aquecida da China, que se manteve ativa nas compras ao longo de todo o ano…”, disse em nota o diretor da ARC Mercosul, Alexandre Inácio.

Ele também ressaltou a redução na oferta de soja causada pela queda na produtividade das lavouras americanas.

“A safra americana menor do que o esperado, problemas climáticos na América do Sul, atraso do plantio no Brasil e o apetite chinês criaram o ambiente perfeito para que as cotações em Chicago disparassem”, afirmou Inácio.

Também apoiados por uma greve que paralisou as atividades de processamento da oleaginosa por 20 dias na Argentina, encerrada nesta quarta-feira, os preços da commodity superaram a barreira dos 12 dólares por bushel depois de seis anos e buscam o patamar de 13 dólares.

No milho, que aparece na análise em quarto lugar, atrás do dólar, a ARC disse que a rentabilidade foi decorrente do aumento na demanda chinesa para ração de seu plantel de aves e suínos, quebra na safra da Ucrânia e, novamente, seca na América do Sul.

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