CNA discute distribuição dos créditos de descarbonização

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Foto: Divulgação

O autor do requerimento o deputado federal José Mário Schreiner e vice-presidente da CNA. Reforçou a necessidade de harmonia entre a cadeia produtiva para a construção de um relatório equilibrado.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na quinta (14), da audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados sobre a distribuição dos Créditos de Descarbonização (PL 3149/20). O autor do requerimento para a realização do debate foi o deputado federal José Mário Schreiner (DEM-GO), vice-presidente da CNA.

Schreiner destacou a importância do RenovaBio – a Política Nacional de Biocombustíveis – e da participação dos produtores rurais e fornecedores de cana no processo de Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBios). Ele reforçou a necessidade de harmonia entre a cadeia produtiva para a construção de um relatório equilibrado.

“É um assunto de relevância para a agropecuária brasileira, principalmente para a produção de biocombustíveis totalmente renováveis e limpos. Precisamos de um diálogo franco e aberto para termos convergência no relatório que será elaborado”, afirmou.

O presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da CNA, Enio Fernandes, afirmou que o programa brasileiro de descarbonização é exemplo para o mundo e pediu “maturidade” para que todos os elos da cadeia produtiva possam ser remunerados adequadamente.

Na opinião dele, o Brasil é referência mundial em segurança alimentar e energética, mas o setor precisa de união para demonstrar credibilidade. Além disso, Fernandes aponta que é preciso estar preparado para os desafios que virão, como o consumo de açúcar no mundo, a questão ambiental e os questionamentos relacionados aos biocombustíveis.

“O mundo precisa de biocombustíveis e quer títulos de descarbonização e distribuição de matriz energética. Cabe a nós, agora, ajustar aquilo que cada parte merece. Se cada parte ceder um pouco, a gente vai conseguir um bom entendimento”, disse.

O debate também contou com a participação de representantes da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e do Fórum Nacional Sucroenergético (FNS).

Fonte: CNA

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