Crise do glifosato: produtores precisarão se reinventar na próxima safra

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Foto: Divulgação

Empresa Ihara afirma que clientes estão sendo abastecidos na safra atual, mas safrinha e calendário 22/23 deve ficar sem substituto à altura.

Mediante à crise de abastecimento do herbicida glifosato e outros insumos agrícolas no mercado mundial, clientes da Ihara que já haviam antecipado pedidos para a safra de soja 2021/22 estão recebendo os produtos normalmente. É o que afirma Rodrigo Lima, gerente de culturas da empresa, ao dizer que o cenário atual é “desafiador”.

“Desafiador em toda a indústria. Um desafio enérgico, de abastecimento, logístico”, disse em coletiva a jornalistas nesta quinta-feira (7/10). De acordo com ele, os pedidos que já estão “encarteirados”, ou seja, emitidos pelos clientes, estã sendo “atendidos em sua totalidade”. No entanto, ao se referir à próxima safra, ainda há incerteza. 

“Hoje, o que já está encarteirado, estamos fazendo todo o esforço possível para atender todas as regionalidades. Para o ano que vem, os produtores precisarão se reinventar”, admite Lima, que sugere outros produtos do portfólio para “ajudar a reduzir o banco de plantas daninhas da lavoura”, mas sem fazer a substituição do glifosato. 

Na conversa com os jornalistas, a empresa anunciou o lançamento de um defensivo biológico contra a ferrugem asiática da soja. O produto já está disponível para a safra 2021/2022, de acordo com a companhia. 

Fonte: Revista Globo Rural

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