Curso para “enfrentamento ao agronegócio”, pode isso?

Universidade Federal da Santa Catarina utiliza dinheiro dos pagadores de impostos para realizar um “curso” de “enfrentamento ao agronegócio”.

Por Cláudio Humberto

A Universidade Federal da Santa Catarina utiliza dinheiro dos pagadores de impostos para realizar um “curso” para promover o “enfrentamento ao agronegócio”, setor responsável pela maioria dos resultados positivos da economia do Brasil, especialmente durante a grave crise provocada pela pandemia.

O “curso” é uma coletânea de palestras de integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) dentro de um grupo de estudo sob coordenação de membros da UFSC para a “formação de professores”.

Só no estado

Em 2020, o agronegócio respondeu por 70% das exportações de Santa Catarina; faturou mais de R$28,5 bilhões, diz o Ministério da Economia.

Sem comentários

Sobre o curso anti-agronegócio, o Ministério da Agricultura se limitou a dizer que não cabe à pasta “avaliar atividades acadêmicas”.

Providências

Membro da Frente Parlamentar da Agricultura, a deputada Carol De Toni informou que vai pedir providências imediatas do Ministério da Educação.

Grupelho ideológico

“Não vamos permitir nenhuma malversação de dinheiro público em universidades federais em prol de grupelhos ideológicos”, disse De Toni.

‘Distritão’ já em 2022 tem novo impulso na Câmara

Ganha “tração” na Câmara o chamado “distritão” já na eleição de 2022, substituindo o sistema eleitoral vigente. É um modelo majoritário em que os eleitos são os mais votados, simples assim.

Hoje, há coeficiente eleitoral e quociente partidário tortuosos graças ao qual menos de 10% dos atuais deputados federais tiveram votos suficientes para conquistar os mandatos, sem depender de partido. O notório Valdemar Costa Neto (SP) virou deputado após filiar Tiririca, que teve um caminhão de votos.

Farra do coeficiente

O falecido Enéas, deputado de 1,5 milhão de votos no sistema atual, garantiu mandato de deputado federal até para candidato de 200 votos.

Congresso se divide

O “distritão” tem chances na Câmara, onde não passou por pouco em 2017, mas no Senado tem a oposição do presidente, Rodrigo Pacheco.

Partidos esvaziados

O problema do distritão é que o eleito não depende do partido, só dos próprios votos, e isso pode afetar dramaticamente o papel das siglas.

Mais imunizados

O Brasil ultrapassou na semana passada a marca de 13% de toda a população totalmente imunizada contra a Covid-19, com duas doses de vacinas ou com a dose única do imunizante Janssen.

Ninguém tasca

Os parlamentares parecem dispostos a grandes mudanças na reforma política. Só não mexem no controle do dinheiro pelas cúpulas: R$1 bilhão do fundo partidário e R$2,7 bilhões (valores de 2020) do fundo eleitoral.

O povo é que decide

Novas regras eleitorais sempre pregam peças. No “pacote de novembro” (de 1981), o jurista João Leitão de Abreu, ministro de João Figueiredo, tentou fortalecer o PDS. Saiu pela culatra: a oposição arrasou, elegendo Montoro em São Paulo, Tancredo em Minas, Brizola no Rio etc.

Cotoveladas

Na Câmara, deputados observam intrigados os sinais de cotoveladas entre dois próceres governistas do PP e do Centrão: o líder do governo, Ricardo Barros, e o presidente da Casa, deputado Arthur Lira.

Brasil avançou

Balanço do Ministério da Infraestrutura mostra que o 1º semestre foi um sucesso. Quase R$ 19 bilhões em investimentos contratados e 1,1 mil quilômetros de novas rodovias ou duplicações e ferrovias construídas.

Poucos milionários

Estudo da CupomVálido com dados da CBF, Statista e Ernst & Young desfez o mito. O Brasil tem 90 mil jogadores profissionais e 55% ganham menos de R$ 1 mil, 33% entre R$ 1 mil e R$ 5 mil e só 12% acima disso.

Sem fundamento

“Não vejo, juridicamente, fundamento ou fundamentação, para arquivar investigação”, disse Janaina Paschoal, “e, ao mesmo tempo, de ofício, iniciar novo inquérito pelos mesmos fatos”, se surpreende a jurista.

Tá feia a coisa

Sem visibilidade na Câmara devido ao “trabalho remoto”, há deputados fazendo de tudo para conseguir atenção, mesmo sem ser pela atuação parlamentar. Tem até quem manda nota oficial de que foi vacinado.

Pensando bem…

…’semana decisiva’ não quer dizer que a CPI está fazendo progresso, é apenas o recesso chegando.

Fonte: Diário do Poder

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