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Conheça a diferença entre as sementes puras com 80 de v/c, sementes de pastagens revestidas e qual é melhor economicamente.

Em geral, as forrageiras podem ser semeadas desde o início da época das chuvas, em outubro/novembro, até o final do período em março/abril. A umidade no solo é um fator crítico para o bom estabelecimento da pastagem. As sementes só conseguem germinar, e dar início ao desenvolvimento da planta, se encontrarem uma quantidade de água adequada que garanta o crescimento.

Quem está pensando em formar pasto tem que, primeiro, escolher a espécie forrageira. E que tal escolher um capim que o boi gosta de comer? Existem várias opções e sugestões. Em segundo lugar, o produtor deve preparar bem o solo, cuidar a semeadura e do primeiro pastejo – para garantir uma boa formação do pasto.

“Escolher a espécie é uma das etapas mais importantes e depende do objetivo do sistema de produção, do quanto o produtor rural está disposto a investir e da mão de obra disponível. O clima da região é outro ponto importante que se deve levar em conta, bem como a qualidade do solo e como será utilizada a forrageira; se é para pastejo, silagem, fenação ou vedação escalonada e, ainda, que categoria animal utilizará o alimento” salientou Shunji Hisaeda da Sementes Boi Gordo.

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Foto: Divulgação

Qual capim o boi gosta de comer?

Os bovinos preferem forrageiras com muitas folhas e poucos colmos. São as folhas que alimentam e engordam o boi. As forrageiras mais apreciadas por estes animais são a paiaguás, a piatã e a marandu. Em seguida a decumbens, a humidícola e a xaraés. Da família dos panicuns, que inclui os capins Mombaça, Massai, Zuri e o Tanzânia, este último é mais aceito pelos animais, apesar de seus colmos serem mais grossos que do capim-massai, ela é menos fibrosa, por isso a preferência pelo Tanzânia. A planta apresenta boa proporção de folhas, com altos conteúdos de proteína e digestibilidade proporcionando ótimos ganhos de peso por animal. Quer ajuda com a escolha do cultivar? Baixe o Ebook da Sementes Boi Gordo que lhe ajudará na sua escolha, é só clicar aqui.

Sementes revestidas x puras de pastagens

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Diferenças nas sementes de pastagens puras e revestidas / Foto: Divulgação

Na escolha de suas sementes, além do preço e taxa de semeadura, deve-se atentar, também, para a variável denominada Valor Cultural (VC%). Diz respeito à pureza física do lote de sementes. É um indicativo da presença de impurezas como: sementes de outras espécies, de plantas daninhas, materiais inertes como pedras, galhos, etc. É expressa em %.

Expressa, em %, a proporção de sementes puras viáveis ou germináveis de um determinado lote de sementes. O VC% pode ser calculado da seguinte forma: VC (%) = (%Pureza x %Germinação) / 100. Os dados referentes aos graus de Pureza e Germinação são encontrados no termo ou boletim de análise fornecido no momento da compra. Quanto maior o VC%, melhor a qualidade das sementes adquiridas, maior a quantidade de sementes por grama e, consequentemente, maior o valor financeiro por kg de sementes. Sementes com VC% muito alto possuem taxas de semeadura baixas (3 a 6 kg / ha), o que pode dificultar a distribuição das sementes na área e encarecer muito a formação da pastagem.

Sementes revestidas

No caso de sementes revestidas, ou seja, sementes incrustadas basicamente com macro e micronutrientes, é importante saber que o termo VC% (Valor Cultural) deixa de existir, embora seja um padrão geralmente elaborado com sementes de VC% a partir de 70% (conforme a forrageira e a política da empresa que a produz). A partir do momento que se transformam em sementes revestidas, o que realmente importa é a quantidade de sementes por grama ou o peso de 1.000 sementes do material que será adquirido. A partir daí, tendo esta informação em mãos, juntamente com o valor ofertado e a taxa de semeadura recomendada, facilmente se reconhece o material de melhor qualidade dentre aqueles que se está estudando adquirir.

Lembrando que há, ainda, sementes revestidas tratadas ou não com defensivos, com bioestimuladores e/ou grafite; informações estas que devem constar na embalagem. Esse revestimento irá facilitar a semeadura e germinação, proporcionar maior proteção das sementes, além da distribuição mais uniforme, sem falhas no plantio e notadamente a plantabilidade da cultivar é facilitada.

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Sementes de pastagens piratas

A chave do sucesso para uma pastagem bem formada está no uso de sementes de qualidade certificadas. As sementes piratas são um problema sério para o agronegócio brasileiro, entre os inúmeros malefícios do mercado ilegal, as sementes piratas reduzem a produtividade das plantações e a renda do pecuarista, representam um risco fitossanitário e ainda são uma barreira para a inovação porque comprometem o investimento da indústria em pesquisa científica visando o desenvolvimento de novas cultivares.

Uma pesquisa da Associação para o fomento à pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto) revelou que 30% das sementes comercializadas no Brasil são piratas. Além de levar pragas e doenças as fazendas, sementes sem certificação possuem baixo valor cultural. A pirataria de sementes é uma atividade criminosa, enquadrada na Lei de Proteção de Cultivares (lei 9.456/1997).

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