Dólar respira e segura mais uma valorização da soja brasileira

Dólar respira e segura mais uma valorização da soja brasileira

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Foto: Divulgação

Com o dólar recuando 1,3% na sexta-feira, a soja brasileira segurou seu rally de alta e fechou a semana com cotações próxima dos R$ 113,00/sc nos portos no sul do Brasil

Agrifatto – Mesmo com a menor pressão do dólar, a cotação do milho no mercado interno brasileiro seguiu sustentado, os produtores que detêm milho para entrega imediata estão segurando as ofertas, forçando para que os negócios aconteçam acima dos R$ 48,00/sc em São Paulo. Em Mato Grosso, a colheita do milho chegou aos 16% segundo o Imea, seguindo a média dos últimos anos, a previsão é que somente entre o dia 10 e 17 de julho a colheita atinja 50% no Estado.

Na B3, o dia foi de estabilidade, o vencimento julho/20 fechou com leve alta de 0,17%, ficando cotado à R$ 46,08/sc. Em Chicago, a semana fechou com as cotações com alta de 0,45% no vencimento para julho/20, cotado à US$ 3,32/bu, o mercado se animou com a notícia de que a China poderia se comprometer a comprar mais milho e etanol norte-americano, ainda assim, os volumes importados ainda são tímidos.

A última semana foi marcada pela desaceleração do atacado paulista de carne bovina. As vendas travadas, em um ambiente pouco ofertado, dado os estoques enxutos. Porém, os preços se mantiveram praticamente firmes, a carcaça casada permanece na faixa dos R$ 13,70 a 13,80/kg. No varejo, as novidades também são poucas, o fluxo de vendas continua fraco, o que deve se manter neste final de mês.

Já no mercado de boi gordo, o “sumiço” da boiada gorda continua como fator altista. As principais praças brasileiras subiram suas indicações para conseguir matéria-prima, que terá como principal destino o mercado externo. Vale a pena ressaltar que as compras chinesas continuam aquecidas, por enquanto, as renegociações estão fora do radar.

Após subir mais de 7% durante esta semana, a valorização da soja brasileira deu um “respiro” na sexta-feira, já que o dólar voltou a cair após 7 pregões consecutivos de alta. A oleaginosa encerrou a semana próximo dos R$ 113,00/sc nos portos do sul do Brasil. Aos poucos, a demanda chinesa vai dando lugar as indústrias do mercado interno, e com isso, as indicações de prêmios tem subido, fortalecendo ainda mais as cotações da soja para exportação.

Em Chicago tivemos mais um dia de valorização, com o vencimento julho/20 batendo a casa dos US$ 8,76/bu, o maior valor registrado desde o dia 31/03/2020. A oleaginosa norte-americana se sustenta nas notícias de que a China deve aumentar os níveis de compras dos EUA, no entanto, com o padrão climático se desenhando cada dia mais positivo, tais valorizações ficam limitadas.

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