Duas operações contra furto de gado prendem sete e investigam o desaparecimento de 114 animais

Polícias Civis de São Paulo e Goiás realizam ações nesta quarta-feira (4); investigações envolvem desaparecimento de rebanhos, suspeitas de financiamento criminoso e recuperação de novilhas Nelore

Duas operações contra o furto de gado foram realizadas nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, em São Paulo e Goiás, para investigar crimes envolvendo 114 bovinos avaliados em aproximadamente R$ 340 mil. As ações resultaram em prisões e apreensões, além de novos desdobramentos sobre a possível participação de envolvidos no financiamento e transporte dos animais.

As investigações, denominadas Operação Curral do Crime e Operação Contramarca, apuram episódios independentes. Em São Paulo, 74 bovinos desapareceram de uma propriedade rural. Já em Goiás, 40 novilhas Nelore foram furtadas e transportadas para outro estado, mas acabaram recuperadas. O balanço de prisões apresentou divergências entre as primeiras divulgações e informações posteriores atribuídas à polícia.

Operação em São Paulo investiga desaparecimento de 74 bovinos

A Operação Curral do Crime foi deflagrada na região de Paulo de Faria, no interior paulista, para investigar o desaparecimento de 74 cabeças de gado, avaliadas em R$ 200 mil.

A Justiça autorizou cinco prisões temporárias e 11 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram recolhidos nove celulares e três armas de fogo.

Inicialmente, a imprensa informou cinco prisões. Posteriormente, uma atualização atribuída à Polícia Civil apontou quatro investigados capturados e um foragido. A recuperação dos animais ainda não foi confirmada publicamente.

O caso se soma a outras investigações sobre furto e comercialização ilegal de bovinos no interior paulista, evidenciando a importância de identificar o destino dos rebanhos desaparecidos.

Em Goiás, 40 novilhas Nelore foram recuperadas

A Operação Contramarca investiga o furto de 40 novilhas Nelore, avaliadas em R$ 140 mil, ocorrido entre 21 e 22 de setembro, em Cachoeira Alta (GO).

Os animais foram transportados em caminhão boiadeiro até um confinamento em São Paulo. Após diligências policiais, todo o lote foi localizado e devolvido ao proprietário. Três pessoas haviam sido presas em flagrante na etapa inicial da investigação.

Nesta quarta-feira, outros dois suspeitos foram presos: um advogado em São José do Rio Preto (SP) e um motorista em Rio Verde (GO).

Segundo informações da investigação divulgadas pela imprensa, o advogado é suspeito de financiar a ação, com transferências que somariam R$ 58,6 mil. O motorista teria participado do planejamento e do transporte dos animais.

Também está sob investigação a possível utilização de documentos de terceiros para dar aparência de legalidade às negociações. Os fatos ainda dependem de apuração e análise judicial.

Crimes reforçam atenção à segurança nas propriedades rurais

O furto de bovinos representa perdas patrimoniais e pode comprometer o planejamento produtivo, especialmente quando envolve matrizes e animais destinados à reposição do rebanho.

A identificação dos animais, a conferência de documentos e o controle da movimentação de caminhões são medidas que podem auxiliar na prevenção e nas investigações.

Em Goiás, a Agrodefesa já investigou suspeitas de irregularidades na documentação utilizada para transportar gado furtado, em outro caso independente.

As duas operações desta quarta-feira continuam sob investigação. A polícia busca esclarecer a responsabilidade dos envolvidos e, no caso paulista, o paradeiro dos animais desaparecidos.

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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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