Cada etapa, da colheita ao armazenamento, influencia a qualidade e o aproveitamento dos cereais produzidos nas propriedades rurais.
Durante a 49ª Expointer, realizada de 29 de agosto a 6 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, serão apresentadas tecnologias e práticas que podem auxiliar as famílias produtoras nos processos de secagem e armazenagem de grãos, diminuindo perdas, otimizando o uso de energia e diminuindo as emissões de gases de efeito estufa. Cada etapa, da colheita ao armazenamento, influencia a qualidade e o aproveitamento dos cereais produzidos nas propriedades rurais.
Sensores capazes de acompanhar temperatura e umidade, que permitem identificar alterações no ambiente dos silos e tomar decisões antes que problemas comprometam a qualidade do produto, farão parte das demonstrações. Assim como o controle automatizado de sistemas de aeração e secagem, que possibilita utilizar os equipamentos somente quando necessário, evitando consumo excessivo de energia e combustível.
Além da tecnologia, o manejo adequado continua sendo fundamental para preservar a produção. A regulagem das máquinas durante a colheita, o acompanhamento das perdas no campo, a correta determinação da umidade dos grãos e os cuidados com limpeza, classificação e armazenamento são medidas que ajudam a reduzir desperdícios e manter a qualidade do produto e serão temas tratados ao longo do evento.
De acordo com o extensionista rural Rodrigo Sasso, a adoção de soluções adaptadas à realidade das pequenas propriedades é um dos caminhos para proporcionar autonomia às famílias no pós-colheita. “O modelo de silo secador que é apresentado garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural”, explica.
A eficiência no pós-colheita também está relacionada à sustentabilidade da produção. Processos de secagem mais precisos podem reduzir o consumo de energia e combustíveis, enquanto a diminuição das perdas evita que recursos utilizados na produção sejam desperdiçados. Dessa forma, o cuidado com os grãos após a colheita contribui não apenas para a conservação da qualidade e da renda, mas também para a redução dos impactos ambientais da atividade.
Segundo o extensionista rural, manter o grão na propriedade também representa uma estratégia de sustentabilidade e segurança para as famílias, ao possibilitar a formação de reservas econômicas, energéticas e alimentares.
Fonte: Emater/RS-Ascar
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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