Não é só o coronavírus que está gerando impactos na principal commodity do mundo. Veja mais fatores que atrapalham o mercado da soja em janeiro!
Em época de colheita da soja no Brasil, os produtores já sabem que as cotações do grão irão cair na Bolsa de Chicago. Normal! Isso acontece também com os Estados Unidos em meados de setembro, quando retiram sua safra. Mas então, o que levou os contratos futuros da oleaginosa a fecharem janeiro com a pior queda mensal desde 2018? O analista da Safras & Mercado Luiz Fernando Gutierrez responde essa questão.
Segundo o analista, os preços do grão devem fechar janeiro acumulando queda de aproximadamente 8%. Mas se engana quem acha que esse forte recuo se deve em grande parte ao alastramento do coronavírus.
“A soja já tinha espaço para cair com a entrada de uma grande safra do Brasil e da Argentina, juntamente com a falta de demanda da China pela soja dos Estados Unidos, após o acordo. O coronavírus entra como mais um fator”, ressalta.
- Segunda estimativa da Safra 2025/2026 aponta efeitos da ausência de chuvas na produção de grãos no RS
- Governo reconhece que fim da escala 6×1 pode ter impacto maior no setor agropecuário
- Produção de etanol nos EUA cresce 2,83%, para 1,126 milhão de barris por dia
- Cepea: exportação do agronegócio em 2025 bate recorde; 2026 começa com incertezas
- Brasil enfrenta extremos de chuva e seca na reta final da safra de soja
“Depois do acordo com os americanos, a expectativa do mercado era de pelo menos algumas negociações fossem acontecer. Mas pelo jeito eles não devem comprar no primeiro semestre”, conta.
Ele acredita que o alastramento do coronavírus gera impactos, de fato, principalmente no mercado financeiro. “Por isso os fundos entram vendidos em ativos de risco, como na Bolsa e outros itens. Não à toa que o câmbio está em R$ 4,27”, finaliza.
Fonte: Canal Rural