Expointer registra morte de três touros e um cavalo; laudo aponta parasita em um dos animais

Autoridades sanitárias acompanham os casos ocorridos no Parque Assis Brasil, em Esteio; análises preliminares apontam causas distintas entre os animais

A Expointer registra morte de três touros e um cavalo durante a 49ª edição da feira, realizada em Esteio, no Rio Grande do Sul. Os quatro casos passaram a ser acompanhados por equipes veterinárias e órgãos de defesa sanitária, que trabalham para determinar a origem de cada ocorrência. Até agora, não há indicação de que as mortes tenham uma causa comum ou representem ameaça aos demais animais presentes no evento.

Os três bovinos eram da raça Angus e estavam no Parque de Exposições Assis Brasil quando morreram. Também houve a morte de um equino. As avaliações são conduzidas por profissionais ligados ao serviço veterinário oficial da feira, com participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Expointer registra morte de três touros e um cavalo durante feira

As primeiras informações técnicas apontam que os episódios devem ser analisados separadamente. Isso porque os veterinários não encontraram, até o momento, elementos que indiquem um mesmo agente responsável pelas quatro mortes.

No caso de um dos bovinos, a avaliação preliminar identificou um quadro compatível com tristeza parasitária bovina, enfermidade associada à ação de agentes transmitidos por carrapatos.

Já os outros dois touros seguem sob investigação, com hipóteses relacionadas a alterações alimentares ou intoxicação pontual.

Parasita é apontado em um dos bovinos

A principal conclusão divulgada até o momento envolve um dos touros, que apresentou sinais compatíveis com tristeza parasitária bovina.

A condição pode permanecer sem manifestação evidente por determinado período e se tornar clinicamente perceptível quando o organismo do animal enfrenta situações de maior exigência fisiológica.

Entre os fatores considerados pelos veterinários estão o transporte, a mudança de ambiente e a própria rotina de exposição, que podem interferir na resposta imunológica dos animais.

Ainda assim, o resultado definitivo depende da conclusão das análises laboratoriais e das necrópsias.

Outros casos seguem em análise

Nos outros dois bovinos, o cenário é diferente.

As equipes responsáveis trabalham com a possibilidade de problemas relacionados à alimentação ou intoxicação isolada, sem evidências de que os episódios estejam ligados ao quadro parasitário identificado em outro animal.

A morte do cavalo também é investigada de maneira independente.

Até o momento, os profissionais envolvidos não apontaram relação direta entre o caso do equino e as mortes dos bovinos.

Expointer registra morte de três touros e um cavalo sem risco sanitário coletivo

Apesar das ocorrências, não existe indicação de uma doença contagiosa circulando entre os animais da Expointer.

Essa avaliação é considerada um dos principais pontos do acompanhamento sanitário, já que o Parque Assis Brasil reúne milhares de animais de diferentes criatórios durante a programação.

Os veterinários responsáveis também descartam, até agora, risco de transmissão para pessoas que circulam pelo evento.

Animais passaram por inspeção antes de entrar no parque

Antes de serem admitidos na Expointer, os animais são submetidos a protocolos sanitários e inspeções obrigatórias.

Essas verificações fazem parte do controle realizado para reduzir riscos de entrada de animais com enfermidades que possam comprometer a saúde do conjunto de exemplares presentes na feira.

Nos casos registrados, as avaliações feitas antes da entrada no parque não haviam identificado alterações que impedissem a participação dos animais.

Isso não significa, porém, que determinadas condições clínicas não possam se manifestar posteriormente, especialmente quando ainda estão em fase inicial ou sem sinais aparentes.

UFRGS participa das necrópsias

A UFRGS integra o trabalho técnico responsável pelas necrópsias e pelas análises que devem esclarecer as causas das mortes.

Os resultados serão importantes para determinar com maior precisão o que aconteceu com cada animal e confirmar ou afastar as hipóteses levantadas até agora.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul também acompanha a situação.

ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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