GAFFFF 2026 reúne produtores, empresas, investidores e especialistas durante dois dias de debates, feira de negócios e programação voltada a tecnologia, crédito, mercados e segurança alimentar.
O Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026 começou nesta quinta-feira (1º), em São Paulo, com uma estimativa preliminar de superar R$ 2,2 bilhões em negócios. Realizado no Nubank Parque até esta sexta-feira (2), o encontro reúne produtores rurais, empresas, investidores, autoridades e especialistas de diferentes áreas ligadas ao agronegócio.
O site oficial informa expectativa de mais de 30 mil participantes e mais de 90 horas de conteúdo. A programação ocorre em seis palcos e inclui discussões sobre financiamento, comércio internacional, tecnologia, inteligência artificial, segurança alimentar, sustentabilidade e outros temas ligados às decisões econômicas e produtivas do setor. Continue a leitura e acompanhe o Compre Rural, onde informação de qualidade ajuda a fortalecer quem vive e produz no campo.
GAFFFF 2026 projeta crescimento no volume de negócios
A expectativa financeira para esta edição representa avanço em relação ao resultado divulgado pela organização no ano passado. Segundo os indicadores apresentados pelo próprio GAFFFF, a edição de 2025 reuniu mais de 30 mil participantes e gerou mais de R$ 1,8 bilhão em negócios.
Para 2026, a projeção divulgada antes da abertura é superar R$ 2,2 bilhões, valor que corresponderia a um crescimento superior a 20% sobre a referência do ano anterior. O número, porém, ainda é uma estimativa e não deve ser confundido com negócios já concluídos durante o festival.
A CNN Brasil, em reportagem publicada na manhã desta quinta-feira, adotou uma referência mais ampla e informou que a organização projeta mais de R$ 2 bilhões em negócios durante os dois dias. A confirmação do resultado dependerá do balanço posterior do evento.
O encontro já havia sido antecipado pelo Compre Rural em agosto, quando o portal mostrou o retorno do GAFFFF a São Paulo e a expectativa de receber mais de 30 mil pessoas. Com o início da programação, o foco passa para o volume de negócios e os debates que devem acompanhar o setor nos próximos meses.
Crédito, seguro e comércio internacional entram na pauta
Os desafios de financiamento aparecem entre os assuntos discutidos nesta edição. Durante a abertura, crédito, seguro rural e segurança jurídica foram apresentados como pontos relevantes para o ambiente de produção e investimento no campo.
A agenda ganha peso em um período no qual produtores precisam equilibrar custos de produção, acesso a capital e exposição a riscos climáticos e de mercado. A gestão financeira deixou de ser um tema restrito às instituições de crédito e passou a ocupar espaço crescente nas decisões dentro das propriedades.
O assunto também se conecta às mudanças recentes no seguro agrícola. O Compre Rural mostrou nesta semana as novas regras que ampliaram mecanismos de proteção ligados ao seguro rural, tema diretamente relacionado à discussão sobre redução de riscos na atividade agropecuária.
Comércio internacional e barreiras regulatórias completam essa frente de debates. Mudanças sanitárias, ambientais ou comerciais podem afetar diretamente empresas exportadoras e cadeias produtivas brasileiras, especialmente em mercados que dependem fortemente das vendas externas.
Inteligência artificial e tecnologia avançam na programação
A transformação tecnológica do campo ocupa outro espaço relevante no festival. A programação oficial inclui discussões sobre inteligência artificial, gestão de dados, conectividade, inovação e adoção de novas ferramentas pelas empresas e propriedades rurais.
O debate ultrapassa a apresentação de novas tecnologias. Para o produtor, a questão prática envolve entender quanto custa implementar uma solução, qual ganho ela pode proporcionar e se os dados gerados realmente melhoram a tomada de decisão.
Tecnologias capazes de cruzar informações de máquinas, clima, custos, produtividade e mercado vêm ampliando as possibilidades de gestão. Ao mesmo tempo, sua adoção exige infraestrutura, conectividade, treinamento e avaliação do retorno econômico.
Essa combinação entre inovação e negócios ajuda a explicar a presença, no mesmo evento, de produtores, empresas de tecnologia, instituições financeiras e investidores.
Segurança alimentar conecta produção, crédito e infraestrutura
A segurança alimentar também aparece entre os eixos do GAFFFF. Em debate realizado nesta quinta-feira, representantes de instituições financeiras e organismos internacionais relacionaram a manutenção da oferta de alimentos a fatores que vão além do aumento da produção, incluindo crédito, seguro rural, infraestrutura e comércio internacional.
Essa abordagem coloca o produtor no centro de uma cadeia mais ampla. A capacidade de plantar ou criar animais precisa estar acompanhada de financiamento, instrumentos de proteção contra perdas, logística para escoamento e mercados capazes de absorver a produção.
Em um ambiente de maior volatilidade climática e comercial, esses fatores passam a interferir diretamente tanto na competitividade do agronegócio quanto na estabilidade do abastecimento.
Festival também busca aproximar o campo das cidades
O GAFFFF não funciona apenas como fórum técnico. O formato reúne conteúdo profissional, feira de negócios, gastronomia, atividades culturais e entretenimento, proposta utilizada para ampliar o contato entre o agronegócio e o público urbano.
Nesta sexta-feira, uma das atividades paralelas será a Cavalgada do Bem, com concentração no Parque da Água Branca e destino ao Nubank Parque. A iniciativa integra a programação relacionada ao evento e reúne representantes do universo equestre. O Compre Rural publicou os detalhes da Cavalgada do Bem e sua ligação com o GAFFFF 2026.
A edição paulistana ocorre poucos meses depois da passagem do festival por Sorriso, em Mato Grosso. Realizado entre 23 e 26 de julho, o encontro reuniu mais de 15 mil visitantes, segundo a Sociedade Rural Brasileira. O Compre Rural também acompanhou anteriormente a chegada do GAFFFF ao município mato-grossense.
Agora, com a edição de São Paulo em andamento, o dado econômico mais relevante seguirá sendo acompanhado após o encerramento. Os R$ 2,2 bilhões representam uma projeção divulgada antes do festival; somente o balanço posterior poderá indicar quanto desse potencial foi efetivamente convertido em negócios.
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ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira
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