Fiat TORO ULTRA, uma picape imbatível, até no preço

Fiat TORO ULTRA, uma picape imbatível, até no preço

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Fiat Toro fica mais cara até na nova versão Ultra; Os aumentos chegam a mais de R$ 3 mil. Veja os preços de cada modelo!

Com a Toro, a Fiat criou um novo segmento que levou parte das fabricantes a projetarem um modelo para combatê-la (VW, Ford e Chevrolet desenvolvem alternativas). Mas, enquanto reina sozinha, a picape da marca italiana recebeu mais um reajuste de preços em todas as versões, com os motores 1.8 flex, 2.4 flex e 2.0 turbodiesel.

A tabela agora vai dos R$ 96.990 na Toro Endurance 1.8 manual aos R$ 167.990 da nova Ultra, versão lançada recentemente que recebe uma cobertura rígida na caçamba para criar uma espécie de “porta-malas”. 

Na tabela de preços, as versões Endurance 1.8 manual, Endurance 1.8 automática e a Volcano 2.4 (única com o motor Tigershark) subiram R$ 2 mil. A Freedom 1.8 automática, R$ 2,5 mil, enquanto todas as demais com o motor 2.0 turbodiesel e câmbio automático de 9 marchas registraram aumento de R$ 3 mil. Veja a nova tabela:

Tabela de preços Fiat Toro 2020

Fiat Toro Endurance 1.8 manual é mais lenta que a automática

Ninguém discorda que a Toro foi a melhor sacada da Fiat nos últimos anos. Porém, havia um ponto contestável na estratégia da FCA: enquanto o Jeep Renegade estreou nas versões 1.8 com câmbio manual e automático, a picape ficava devendo uma opção de entrada com três pedais, dada sua maior vocação para o trabalho do que o SUV da Jeep. Agora na linha 2020, a “confusão” foi desfeita. A Toro enfim recebeu uma configuração com motor 1.8 e câmbio manual e o Renegade agora só tem versão automática. 

Versão de acesso agora tem três pedais e preço menor, mas, na pista, contrariou as expectativas

Hora então de trocar as marchas da Toro 1.8 e ver as diferenças para o modelo automático. 

A nova versão de entrada Endurance tem basicamente o mesmo acabamento da Freedom, exceto pela lista mais enxuta de itens de série. Como faz parte da linha 2020, já traz o para-choque dianteiro redesenhado, com uma espécie de “quebra-mato” embutido, e também a nova central multimídia com tela de 7″ (opcional). O sistema é bem melhor que o antigo de 5″, trazendo GPS nativo e ainda as conexões Apple CarPlay e Android Auto, além da câmera de ré e dos comandos do som no volante, justificando com sobras os R$ 3 mil cobrados à parte.

O outro pacote opcional, de R$ 3.500, agrega faróis de neblina, sensor de estacionamento traseiro, iluminação da caçamba e retrovisores elétricos. Com todos os itens, o preço de R$ 94.990 salta para R$ 101.490. Achou caro? A Fiat também. Então há uma promoção no próprio site da marca que baixa esse valor de entrada para R$ 76.990 dando seu carro usado na troca – preço que, convenhamos, nos parece bem mais razoável para uma versão de entrada com câmbio manual. 

O câmbio, em si, é o mesmo que equipava o finado Renegade 1.8 manual, com 5 marchas. A alavanca tem engates um pouco longos, mas precisos, e a embreagem tem peso mediano – parece leve no começo, mas cansa depois de umas horas de trânsito. No geral, a Toro é uma picape que se comporta como um Renegade no uso urbano, exceto na hora de estacionar. Apesar de comprida, ela não é exageradamente larga, tem a direção leve e a suspensão é bem calibrada, engolindo bem os buracos e segurando a rolagem da carroceria das curvas. Já o desempenho…

Bem, a Toro 1.8 nunca foi exemplo de agilidade. O câmbio manual melhora um pouco as sensações por colocar você no comando, mas, nos testes, revelou números piores do que a versão automática. A explicação pode estar na marcha a menos. Com 6 relações, a caixa automática tem as primeiras marchas mais curtas e as últimas mais longas, o que permite aproveitar melhor o motor. Na aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, a manual precisou de 14,3 segundos, contra 13,9 s da automática. 

Na estrada, a quinta marcha curta faz o motor 1.8 trabalhar a elevadas 3.500 rpm para manter os 120 km/h legais. O reflexo aparece no consumo, com médias também piores que no modelo automático: 9,2 km/litro no ciclo rodoviário e 6,1 km/litro no urbano, contra 6,5 e 9,6 km/litro da versão AT, sempre com etanol.

As respostas da Toro 1.8 manual mudam de acordo com o botão Sport. Sem ele, a picape fica com o ânimo de um urso no inverno, pesada e lenta. Basta apertar a tecla mágica que as coisas melhoram significativamente, com uma resposta de acelerador muito mais pronta. Eu diria até que o Sport deveria ser o modo Normal, e o Normal deveria ser rebatizado como Econômico. Também há a função stop-start para ajudar a reduzir o consumo. Mas o fato é que se trata de um motor defasado e economia de combustível não é seu ponto forte.    

Enquanto o futuro 1.3 turboflex não chega (previsão é 2021), a Toro se defende com o 1.8. Esta versão manual é interessante pelos R$ 77 mil da promoção, principalmente se for comprada para o trabalho – leva 5 funcionários e tem 820 litros de caçamba para cargas. Já se a ideia for uso pessoal, melhor ficar com o conforto e (quem diria?) eficiência da automática mesmo. 

Fonte: Motor1.com

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