Frigoríficos brigando por boi e arroba chega a R$ 210

Frigoríficos brigando por boi e arroba chega a R$ 210

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touros da raca braford
RPK Genética / Foto: Evoluê AG

Uma arroba após a outra e o pecuarista vai vendo seu negócio crescer; As cotações do boi godo voltaram a subir nas praças pecuárias, com preços de até R$ 210 a arroba.

Reforçando a tendência de alta no mercado de boi gordo os preços da arroba voltaram a subir nesta quinta-feira, 4 de maio, em algumas praças pecuárias do País, com destaque para São Paulo. Na terra da garoa, o animal terminado foi negociado a R$ 207/@, a prazo, cm elevação de R$ 2/@ sobre as cotações do dia anterior, relata a Informa Economics FNP.

“Em São Paulo, a atuação ativa de frigoríficos exportadores em meio a uma oferta curta de boiada pronta, principalmente de fêmeas, tem mantido as cotações em patamares elevados”, destaca a FNP. Os preços atuais oferecidos pela arroba paulista são acrescidos de prêmios entre R$ 5 e R$ 10 por animais que atendam aos requisitos internacionais – com destaque para os altos ágios pagos aos bovinos cujos cortes (sobretudo do dianteiro) têm como destino o mercado da China.

Nas praças do Mato Grosso do Sul, o dia de hoje também foi de valorizações. Em Dourados, a boiada gorda foi vendida a R$ 183, à vista, com acréscimo de R$ 1/@ sobre o preço do dia anterior. Nas regiões de Campo Grande e Três Lagoas, as cotações do animal terminado alcançaram R$ 185/@, a prazo, com altas diárias de R$ 1/@ e R$ 3/@, respectivamente, segundo apuração da FNP.

Segundo a FNP, a baixa disponibilidade de animais nas regiões do MS e a forte procura de indústrias paulistas sustentam as cotações em patamares firmes.

Na maior parte do Brasil, a arroba da boiada gorda segue sob pressão altista sustentada pelo aquecido ritmo de exportações e pela baixa disponibilidade de animais prontos para abate. Além da pouca oferta de machos, há uma grande escassez de fêmeas para abate, devido ao atual processo de retenção de matrizes por parte dos pecuaristas, como o objetivo de repor o rebanho frente dos altos custos de bezerros e bezerras, informa a FNP.

No mercado interno, a entrada de salários com a virada do mês, somada ao afrouxamento da quarentena em algumas capitais, promoveu certa reação no consumo de carne bovina ao longo da semana, o que permitiu, ontem e hoje, leves ajustes nos preços dos cortes, relata a consultoria.

Preços na Agrobrazil

A rapidez na informação é cada vez mais decisiva para as negociações em um mercado incerto como o momento vivido no mercado do boi. Diante disso, pecuaristas que acompanham o app da Agrobrazil, conseguem obter informações valiosas que podem fazer a diferença no momento da negociação.

Informada em primeira mão hoje, a negociação recorde veio de Santa Cruz do Rio Pardo/SP, onde pecuarista informou preços de R$ 210/@ com prazo de três dias para pagamento e o abate programado para o dia 08 de junho. Lembrando que, conforme imagem abaixo, são animais com destino a exportação.

Na região de Rancharia/SP, ocorreram negócios para o Boi China a R$ 210,00/@, à prazo com sete dias para pagar e com data para o abate programada para 10 de junho.

No município de São José do Rio Preto/SP, houve negócios para o boi china de R$ 210,00/@, à prazo com sete dias para pagar e com data para o abate programado para dia 09 de junho.

Na localidade de Paranaiguara/GO, as referências para o animal com destino a exportação estão ao redor de R$ 190,00/@, à prazo com trinta dias para pagar e com data para o abate em 09 de junho no estado de São Paulo.

Giro pelas demais praças

No Rio Grande do Sul, há registros de grande dificuldade para originar matéria prima e, para conseguir preencher as escalas de abate, as indústrias locais também pagam mais caro pelo gado, destaca a FNP. A oferta reduzida de animais prontos para abate no Estado sulista se deve à forte estiagem registrada no início deste ano, que prejudicou a qualidade das pastagens.

No Tocantins, os pecuaristas dispõem de pastos em boa qualidade e conseguem reter o gado terminado, emplacando uma pressão positiva nos preços, de acordo com a FNP.

Em Goiás, as plantas frigoríficas encontram dificuldades para originar matéria prima e também pagam valores mais altos pelo gado para abate.

Na Bahia, poucos negócios foram efetivados nesta quinta-feira, a valores mais altos. Na região, diversas atividades seguem paralisadas em decorrência do alastramento de casos de Covid-19 e há expectativas de retração no consumo local de carne bovina. A baixa disponibilidade de gado para abate, no entanto, tem dado suporte para os preços firmes nesse Estado do Nordeste, relata a FNP.

Compre Rural com informações da Agrobrazil e Portal DBO

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