Margens dos frigoríficos que atendem o mercado interno estão abaixo do nível histórico e devem seguir assim; Margem para corte carcaça é de 10% contra histórico de 16 a 17%, diz Scot Consultoria.
As indústrias frigoríficas que atendem ao mercado interno estão com margens de lucros menores se comparado com o nível histórico, sendo que a tendência é que esse cenário se mantenha por um tempo. De acordo com os dados da Scot Consultoria, a margem para corte carcaça é de 10% contra histórico de 16 a 17%.
Segundo o Analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, a oferta restrita de boiadas está mantendo os preços para a arroba sustentada. “Nós estamos com uma lacuna de gado confinado devido à falta de atratividade nos primeiros meses desse ano em que milho estava valorizado, reposição em alta e as cotações futuras estavam em patamares menores”, afirma.
A expectativa do mercado é a oferta de animais comece a aparecer a partir do segundo giro do confinamento em que os preços futuros para o boi gordo ficaram mais atrativos em maio. Atualmente, as referências para o boi comum em São Paulo estão ao redor de R$ 208,00/@ e livre de funrural.
Alguns frigoríficos brasileiros já atestaram um certificado de que a carne bovina exportada para a China está livre de contaminação por coronavírus. “O nível de exigência da China vai estar muito relacionado à possibilidade que os chineses vão ter de comprar de outros países já que os preços das proteínas aumentaram muito na potência asiática”, ressalta.
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Outra questão que precisa ser levada em conta é que os frigoríficos estão fazendo testem relacionados ao material genético do vírus nos container. “Isso foi em decorrência a presença do vírus em uma tábua de salmão importado da Europa. O caminho mais fácil dos governantes está sendo em trabalhar com mais segurança possível”, relata.
Com relação à demanda interna, o analista destaca que a retomada da economia está colaborando com o consumo. “A volta do comércio tem contribuído com o aumento da demanda no mercado doméstico, mas ainda de maneira lenta e frente aos dados observados em no ápice do isolamento social”, aponta.
Fonte: Notícias Agrícolas