Praga está destruindo plantações no Paraguai e pode chegar ao Brasil; A Jordânia declarou emergência por invasão de nuvens de gafanhotos.
Nós já havíamos noticiado sobre esse problema que vem assolando alguns países africanos como Etiópia, Somália e Quênia e pode chegar ao Brasil através de seu país vizinho, o Paraguai.
A praga se assemelha àquela descrita no Livro de Êxodo: uma praga de gafanhotos está se espalhando por toda a região, ameaçando o fornecimento de alimentos a dezenas de milhares de pessoas. Enxames do tamanho de cidades, repletos das temidas pragas, estão causando um enorme estrago conforme atacam plantações e pastagens, devorando tudo em questão de horas. Nos últimos anos, a dimensão do surto de gafanhotos, que agora afeta sete países da África Oriental, é a maior dos últimos tempos.
“Tornou-se uma situação de dimensões internacionais que ameaça a segurança alimentar de toda essa sub-região”, afirmou o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, no comunicado, acrescentando que a instituição tem adotado mecanismos de ação coletiva para lidar com o que chama de crise.
Na avaliação da FAO, a situação atual é sem precedentes. Segundo a agência das Nações Unidas, as nuvens de gafanhotos podem ter milhões de insetos e conseguem se mover por cerca de 150 quilômetros em um dia. A avaliação é de que o clima na região leste da África favorece a reprodução dos insetos, cuja infestação está maior e mais rápida que a capacidade das autoridades de lidar com o problema.

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Confira uma linha do tempo com as notícias relacionadas aos gafanhotos
O governo da Jordânia declarou estado de emergência máximo devido à chegada de enxames de gafanhotos do deserto procedentes da Arábia Saudita, e garantiu que há equipes prontas para operar com a ajuda da Força Aérea.
As autoridades trabalham em parceria com os centros de controle de gafanhotos nos países vizinhos, de acordo coma agência. Segundo dados da ONU, esses insetos se movem em enxames “do tamanho de Manhattan”.
Após começarem a voar, enxames de dezenas de milhões de gafanhotos podem se mover até 150 quilômetros por dia empurrados pelo vento, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que estima que um pequeno enxame come diariamente a mesma quantidade de alimentos que cerca de 35 mil pessoas.
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