Gestão da rotina do confinamento

Gestão da rotina do confinamento

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Foto: Confinamento Monte Alegre. (Reprodução: CompreRural)

A produtividade do confinamento é vinculada à passos rotineiros que garantem o ganho de peso do boi. Conheça 4 indicadores para você medir durante esse processo.

A gestão da rotina é essencial para garantir o sucesso financeiro de uma operação de confinamento. Afinal, impactos diários de falhas em atividades, como carregamento do vagão, distribuição do trato e manejo do cocho, são muito prejudiciais para o negócio como um todo.

Desta forma, é essencial gerenciar todos esses processos eficazmente com metas e indicadores aliados a acompanhamentos sistemáticos. Possibilitando assim, identificar e sanar desvios com agilidade e precisão, o que permite o resultado financeiro do confinamento.

Agora você vai conhecer os principais indicadores de gestão da rotina de confinamento para descobrir onde e porque o seu confinamento não está gerando resultados esperados:

1 -Desvio do Carregamento do Vagão

Este é um dos principais indicadores de gestão da rotina, pois é através dele que podemos monitorar a verdadeira dieta que o animal está consumindo. Sem o acompanhamento deste indicador, assumimos que a dieta formulada pelo nutricionista é exatamente a mesma que está sendo misturada na prática.

Mas, na verdade, não é isso que acontece!

Quando a mensuração desses resultados dados se inicia é que podemos ter a real dimensão dos “Desvios na formulação planejada’’ versus “O que realmente vai para o cocho”.

Para que a análise do desvio seja realizada de forma eficaz, é essencial gerar informações ágeis e confiáveis. A utilização de um software que automatiza todo o processo de coleta de dados é super recomendada.



Ele consegue unir todos os dados desde a produção da dieta que será consumida até a distribuição e consumo do trato, trabalhando de forma integrada às balanças dos vagões e eliminando a utilização de papel e anotações.

O que garante mais agilidade e confiabilidade das informações geradas, assegurando que o planejado seja executado de maneira eficaz.

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Fonte: Prodap

O módulo “Automação do Trato’’ do TAURUS – capta esses desvios da operação sem nenhum “esforço”dos operadores, eliminando a utilização de papel e anotações e garante a agilidade e a confiabilidade das informações geradas.

2 – Consumo em Relação a Curva Meta

O objetivo deste indicador é o de comparar o consumo ocorrido de matéria seca ou energia por lote com a meta delineada. Desvios entre a meta e o realizado devem ser analisados e a causa fundamental encontrada para que ações sejam implementadas a fim de melhorar o indicador.

Principais motivos para um lote ter um consumo ocorrido menor do que a meta estabelecida:

  • Meta mal estipulada estabelecida: A Meta deve ser especificada para cada confinamento que deve conter curvas específicas para animais de diferentes categorias, sexo, pesos de entrada e raça no mínimo. Quanto maior o número de animais maior a acurácia do indicador.

  • Erro na coleta de dados do lote: com erros de anotação, lançamento, balança;

  • Erro no número de animais no lote: causado por problemas de contenção, entreveros;

  • Erro e/ou falta de coleta de dados de consumo: Relacionadas com leitura de cocho

  • Erro no acompanhamento porcentagem de matéria seca da dieta;

  • Lote mais leve que o esperado, que por sua vez também irá consumir menos

  • Falta de água ou de limpeza dos bebedouros;

  • Condições ambientais anómalas, como calor, poeira ou vento excessivos;

  • Qualidade dos ingredientes, principalmente da silagem;

O ganho de peso dos animais em confinamento está diretamente relacionado ao consumo. Por isso, monitorar esse indicador é tão importante, já que o GMD – ganho médio diário – só é conhecido quando o animal é abatido.

3– Estabilidade do Consumo

Este indicador se difere do indicador de consumo de matéria seca, pois seu objetivo é: avaliar o desvio ocorrido no consumo de um determinado lote, entre dois dias consecutivos.

Grandes variações podem gerar problemas de subconsumo ou consumo excessivo (acidose), causando impactos negativos no desempenho do rebanho. O ideal é que os desvios de consumo entre um dia e outro não ultrapassem 0,5kgMS/cab.

4– Desvio do Fornecimento

Este indicador visa avaliar o desvio entre o que foi planejado com a previsão diária de distribuição de ração pelo gestor do trato e o que realmente foi distribuído pelo tratador em cada lote.

Trata-se de avaliar a acurácia do tratador em fornecer exatamente o que foi solicitado, ou seja, “fornecer a ração certa, na quantidade certa, para o lote certo no horário certo”.

Com isso, espera-se garantir a correta distribuição e disponibilização em quantidade ideal de ração para os animais, evitando desperdícios. Abaixo, segue exemplo de escala pode ser utilizada para acompanhamento:

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Fonte: Prodap

O sucesso do negócio de confinamento depende em grande parte da eficácia das atividades de cada dia. É a perfeição no carregamento do vagão, correto manejo do cocho, a distribuição eficiente da ração e a exatidão do tratador auxiliam muito a garantir o bom desempenho animal.

Por isso a gestão da rotina do confinamento é tão importante – metas e indicadores bem definidos com o controle e o acompanhamento necessários para assegurar os resultados da operação.

Fonte: Prodap

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