Em Portugal ovelhas estão sendo usadas como alternativas a herbicidas nas vinhas, uma coleira emite sinais sonoros quando o animal levanta o pescoço.
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Aveiro, em Portugal, está estudando a possibilidade de utilizar rebanhos de ovelha por entre as vinhas, com o objetivo de diminuir o uso de herbicidas na cultura, de acordo com a revista Vida Rural. Eles desenvolveram uma coleira que faz com que o animal se concentre em ervas daninhas e não coma frutas ou brotos.
“O método oferece grandes vantagens não só aos produtores, como ao meio ambiente: elimina o uso de herbicidas para queimar ervas infestantes, os terrenos deixam de ter a necessidade de serem arados várias vezes por ano e a fertilização dos solos passa a ser feita de forma natural. Evita ainda que os resíduos dos herbicidas possam contaminar os frutos e o vinho, como acontece atualmente, apesar dos cuidados dos produtores. E porque todos estes processos são realizados por máquinas agrícolas, o suprimento destas permitiria poupar nos combustíveis fósseis”, disse a Universidade.
- Conheça o Agro de US$ 1,8 trilhão que alimenta a Copa do Mundo em 2026
- Alerta: frio intenso traz geadas amplas no Sul e chuva forte ameaça áreas produtivas
- Chaco Paraguaio deixa isolamento histórico, vira potência do agro e atrai corrida bilionária por terras
- Conheça a parte do frango que parece incomum, mas fatura R$ 221 milhões na China
- Conheça as 10 finalistas que disputam a coroa de Rainha de Barretos 2026
Segundo Pedro Gonçalves, um dos pesquisadores que participaram do projeto, o estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto SheepIT por docentes da Escola Superior de Tecnologia de Águeda, do Departamento de Eletrônica Telecomunicações e Informática e do polo do Instituto de Telecomunicações (IT) da Academia de Aveiro. Ele explica que a coleira tem como função a monitorização e condicionamento da respetiva postura corporal.
“A coleira emite um conjunto de avisos sonoros de forma a avisar o animal que excedeu a altura máxima calibrada. Os sons antecedem a emissão de estímulos electrostáticos que incomodam o animal sem lhes causar qualquer tipo de dor. Ao fim de muito pouco tempo os animais começam a evitar a postura infratora quando ouvem o som”, explicou Pedro Gonçalves.