IGP-DI tem deflação; soja sobe 1,29%

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Foto: Divulgação

Além do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,43% em novembro. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de -1,04%.

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,18% em novembro. O Termômetro CMA esperava queda de 0,10%. No mês anterior, a taxa havia sido de -0,62%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,71% no ano e 6,02% em 12 meses. Em novembro de 2021, o índice havia caído 0,58% e acumulava elevação de 17,16% em 12 meses. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A queda menos intensa no preço do minério de ferro (de -5,01% para -1,17%) e aumento do preço da soja (de -0,51% para 1,29%) justificam a aceleração registrada pelo índice ao produtor. “No âmbito do consumidor, a contribuição para a desaceleração partiu de passagens aéreas, cujos preços apresentaram forte recuo, passando de 14,06% para -3,65%”, afirma André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.

Além do IGP-DI, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,43% em novembro. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de -1,04%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou de 0,25% em outubro para 0,38% em novembro. O principal responsável este avanço foram os alimentos processados, cuja taxa passou de -0,23% para 0,37%. O índice de bens finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,28% em novembro, contra 0,08% em outubro.

A taxa do grupo bens intermediários passou de -0,53% em outubro para -0,48% em novembro. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,56% para 0,20%. O índice de bens intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, caiu 0,63% em novembro, ante queda de 0,30% no mês anterior.

O estágio das matérias-primas brutas suavizou a queda em sua taxa de variação, a qual passou de -2,79% em outubro para -1,15% em novembro. Três itens contribuíram para esse movimento:

  1. Minério de ferro (-5,01% para -1,17%);
  2. Soja em grão (-0,51% para 1,29%); e
  3. Algodão em caroço (-12,25% para -1,62%).

Em sentido oposto, vale citar, café em grão (-10,37% para -16,66%), mandioca/aipim/macaxeira (7,71% para 4,82%) e milho em grão (0,13% para -0,89%).

IGP-DI, IPA e IPC

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Foto: Divulgação

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,57% em novembro, após subir 0,69% em outubro. Duas das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: educação, leitura & recreação (3,07% para -0,74%) e habitação (0,58% para 0,43%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: passagem aérea (14,06% para -3,65%) e taxa de água & esgoto residencial (3,35% para 0,76%).

Em contrapartida, os grupos transportes (-0,19% para 0,92%), alimentação (0,74% para 1,06%), comunicação (-0,73% para -0,35%), saúde & cuidados pessoais (0,85% para 0,89%), vestuário (0,73% para 0,76%) e despesas diversas (0,19% para 0,20%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.

Estas classes de despesa foram influenciadas por seis itens:

  1. Gasolina (-1,44% para 2,28%);
  2. Hortaliças & legumes (8,56% para 11,45%);
  3. Combo de telefonia, internet & TV por assinatura (-1,86% para -0,53%);
  4. Serviços de cuidados pessoais (0,35% para 0,48%);
  5. Calçados (0,16% para 0,66%); e
  6. Serviço religioso & funerário (-0,08% para 0,41%).
Fonte: Agência Safras

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