INMET amplia alerta para 7 estados com chuva de 100 mm, granizo e vento de 100 km/h

Novo aviso de perigo alcança áreas de Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rondônia; tempestades podem provocar danos em plantações, quedas de árvores, alagamentos e interrupções de energia.

O corredor de tempestades que atravessa o Brasil ganhou maior abrangência nesta segunda-feira (5). Um novo aviso de perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia ampliou a faixa sujeita a fenômenos severos para áreas de sete estados, alcançando algumas das principais regiões agrícolas e pecuárias do país.

O aviso laranja nº 55958 prevê chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros no dia, acompanhada por rajadas de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo. O próprio INMET relaciona o cenário a risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.

Câmeras começam a prever o parto de porcas antes mesmo de o funcionário perceber

A área atingida é extensa e inclui setores de Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rondônia. Entre as regiões listadas estão importantes corredores de produção de soja, milho, cana-de-açúcar, café, pecuária e outras atividades agropecuárias.

Alerta avançou para novas regiões

A principal mudança em relação ao cenário acompanhado pela manhã é geográfica.

Mato Grosso do Sul e Paraná já concentravam grande parte dos avisos mais severos.

Agora, o aviso laranja mais recente do INMET também alcança áreas do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rondônia e uma faixa mais extensa de São Paulo, formando um corredor de instabilidade que avança do Sul em direção ao Centro-Oeste e Sudeste.

Entre as áreas relacionadas pelo instituto aparecem o sul, centro e noroeste de Goiás; diferentes setores de Mato Grosso; Triângulo Mineiro e Sul/Sudoeste de Minas; além de numerosas regiões paulistas e paranaenses.

Isso não significa que toda essa faixa receberá tempestades de igual intensidade.

Avisos meteorológicos delimitam uma área onde existem condições favoráveis para a ocorrência dos fenômenos previstos, que normalmente se manifestam de maneira irregular.

Chuva pode chegar a 60 mm em uma hora

O parâmetro mais importante para o produtor é a intensidade potencial da precipitação.

Dentro da área laranja, o INMET trabalha com possibilidade de 30 a 60 mm em uma hora.

No acumulado diário, o volume pode ficar entre 50 e 100 mm.

Uma chuva de grande intensidade concentrada em pouco tempo pode gerar impactos diferentes de uma precipitação equivalente distribuída ao longo de muitas horas.

Quando a água cai rapidamente, o solo pode não conseguir absorver todo o volume.

Isso favorece escoamento superficial, formação de enxurradas e erosão, especialmente em áreas com declive ou cobertura insuficiente.

Vento também pode chegar a 100 km/h

O segundo componente do aviso é o vento.

As rajadas previstas dentro da área de perigo podem variar entre 60 e 100 km/h.

No meio rural, vento dessa intensidade pode representar risco para telhados, galpões, aviários, pocilgas, estufas, silos, pivôs, redes elétricas e árvores.

O alerta ganha importância adicional depois do que aconteceu no fim de semana.

No Paraná, o episódio anterior chegou a produzir rajadas observadas superiores a 140 km/h.

Isso, entretanto, não significa que velocidades semelhantes voltarão a ocorrer.

Para o aviso atual, o parâmetro oficial é 60 a 100 km/h.

Granizo permanece no radar

O novo aviso também mantém a possibilidade de queda de granizo.

Para as lavouras, é o componente mais localizado e imprevisível da tempestade.

O dano depende do tamanho das pedras, duração do evento, intensidade do vento e estágio da cultura.

Soja e milho em início de desenvolvimento podem apresentar respostas diferentes conforme a severidade do dano.

Culturas permanentes, hortaliças e fruticultura também são particularmente vulneráveis.

Mas é fundamental não transformar risco em perda confirmada.

Não existe indicação de que todas as regiões incluídas no alerta terão granizo.

Corumbá já recebeu 80,8 mm

Enquanto parte dos valores permanece no campo da previsão, Mato Grosso do Sul já possui um dado observado expressivo nesta segunda-feira.

A Defesa Civil de Corumbá informou que o município acumulou 80,8 mm de chuva nas 24 horas encerradas às 9h.

A maior concentração ocorreu na parte alta da cidade.

Apesar do volume elevado, a precipitação foi relativamente bem distribuída durante o período, evitando concentração extrema em intervalo muito curto.

Foram identificados pontos isolados de enxurrada e alagamento, mas a Defesa Civil não registrava ocorrências graves ou vítimas até a divulgação do balanço.

Também não houve vendaval durante esse intervalo.

A velocidade máxima registrada foi de aproximadamente 24 km/h.

Essa diferença é importante: Corumbá confirma chuva volumosa, mas não confirma o vento de 100 km/h previsto como possibilidade dentro da extensa área do aviso.

O alerta nacional é ainda maior

Quando são considerados todos os avisos meteorológicos, inclusive os de menor severidade, a abrangência desta segunda-feira é excepcional.

Uma consolidação feita a partir da base pública do INMET apontava 2.704 municípios de 15 estados e do Distrito Federal sob algum aviso meteorológico na leitura realizada no início desta segunda.

O Brasil possui 5.570 municípios.

Portanto, o conjunto dos avisos alcançava aproximadamente 49% das cidades brasileiras.

Dentro desse universo, 404 municípios apareciam no nível laranja naquela leitura, concentrados principalmente em Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Como novos avisos podem ser emitidos, alterados ou encerrados ao longo do dia, esses números representam um retrato da base naquele momento, e não uma contagem permanente.

São Paulo continua sob atenção

São Paulo também permanece dentro do corredor de instabilidade.

O aviso mais recente inclui regiões como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Macro Metropolitana, Marília, Araraquara, Assis, Metropolitana de São Paulo e Vale do Paraíba.

É uma faixa de enorme relevância agrícola.

Nela estão algumas das principais regiões brasileiras de cana-de-açúcar, citros, café, amendoim, pecuária, milho e soja.

Para terça-feira (6), novos avisos mantêm o risco de tempestades em diferentes áreas paulistas.

Na região de Franca, por exemplo, o aviso indica possibilidade de 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, vento de 60 a 100 km/h e granizo.

Mato Grosso e Goiás entram mais claramente no corredor

A ampliação para Mato Grosso e Goiás merece atenção particular neste momento do calendário agrícola.

O aviso do INMET alcança áreas do Centro-Sul, Sudeste, Sudoeste, Norte e Nordeste de Mato Grosso, além de setores do Sul, Centro e Noroeste goiano.

A chegada de chuva pode favorecer a recuperação da umidade necessária para o avanço da semeadura em áreas que aguardavam condições melhores.

Mas o benefício depende da forma como essa chuva ocorre.

Precipitação bem distribuída ajuda a recarregar o perfil superficial.

Tempestades concentradas, acompanhadas de vento ou granizo, podem ter efeito oposto e interromper as operações.

O plantio precisa de chuva, mas não de qualquer chuva

Essa diferença é particularmente importante no início da safra de verão.

A regularização das precipitações é esperada pelos produtores para avançar com a soja e outras culturas.

Mas volume elevado em curto intervalo não equivale automaticamente a boa condição de plantio.

Solo excessivamente úmido pode impedir entrada de máquinas.

O tráfego de equipamentos pesados em condição inadequada aumenta risco de compactação.

Em áreas recém-semeadas, enxurradas podem deslocar solo, palhada e sementes.

Por outro lado, onde a chuva for moderada e bem distribuída, ela pode representar uma melhora importante na disponibilidade hídrica.

O impacto precisa ser avaliado localmente.

Paraná continua vulnerável após vários dias de chuva

No Paraná, a situação merece uma leitura diferente.

O estado vem de vários episódios consecutivos de chuva e tempestades.

Nesta segunda, 295 municípios estavam sob alerta laranja, com previsão de continuidade das condições adversas. Para terça-feira, o aviso alcança 265 municípios, avançando também para a metade leste do estado.

A boa notícia aparece mais adiante.

A previsão do Simepar indica que, na quarta-feira (7), ainda poderão ocorrer chuvas e trovoadas isoladas principalmente na metade oeste, mas o risco de novos temporais tende a diminuir.

Portanto, existe uma perspectiva de redução gradual da severidade.

Solo já molhado aumenta o risco

Depois de sucessivos dias de chuva, a vulnerabilidade de uma área não depende apenas do próximo acumulado.

Um solo próximo da saturação responde rapidamente a uma nova pancada.

A mesma chuva de 40 mm pode ter impactos muito diferentes em uma propriedade seca e em outra que recebeu 100 ou 150 mm nos dias anteriores.

Por isso, regiões do Paraná e Mato Grosso do Sul que já acumularam volumes elevados merecem atenção especial.

Estradas rurais, baixadas, cabeceiras de drenagem e áreas próximas a córregos tendem a responder primeiro.

Fato observado, alerta, previsão e tendência

Neste episódio, separar os quatro conceitos evita exageros.

Fato observado: Corumbá acumulou 80,8 mm em 24 horas até as 9h desta segunda-feira, com enxurradas e alagamentos pontuais, mas sem ocorrências graves no balanço divulgado pela Defesa Civil.

Alerta: o INMET mantém aviso laranja nº 55958 para uma extensa faixa de sete estados, incluindo áreas de PR, MS, SP, MT, GO, MG e RO.

Previsão: dentro da área alertada podem ocorrer 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, rajadas entre 60 e 100 km/h e granizo.

Tendência: a instabilidade continua na terça-feira em várias áreas do Centro-Sul, mas o Paraná já apresenta indicação de redução do risco de temporais a partir de quarta-feira.

Recomendações oficiais

Durante rajadas fortes, o INMET orienta a população a não buscar abrigo debaixo de árvores, devido ao risco de quedas e descargas elétricas.

Também recomenda evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Quando possível, aparelhos elétricos e o quadro geral de energia devem ser desligados.

No campo, atividades a céu aberto devem ser interrompidas durante tempestades com descargas elétricas.

Fios caídos devem ser tratados como energizados.

Em situações de emergência, os contatos indicados são 199 para a Defesa Civil e 193 para o Corpo de Bombeiros.

O que mudou nesta tarde

A principal notícia desta atualização não é simplesmente que continuará chovendo.

É a expansão geográfica da faixa de maior severidade.

Pela manhã, Mato Grosso do Sul concentrava uma das situações mais preocupantes, com 73 municípios sob alerta laranja.

O novo aviso do INMET amplia a leitura: o corredor de perigo agora alcança importantes áreas agrícolas de sete estados, do Paraná e Mato Grosso do Sul até Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rondônia.

Ao mesmo tempo, Corumbá já oferece um exemplo concreto da quantidade de água envolvida no episódio: 80,8 mm observados em apenas 24 horas.

O produtor deve, portanto, acompanhar não apenas o volume previsto, mas principalmente a evolução dos alertas locais ao longo da noite e da terça-feira.

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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