Leite A2: benefícios podem constar no rótulo

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Foto Divulgação

Em outubro de 2019, o Mapa  autorizou os produtores de leite A2 a usar a expressão “leite de vacas a2a2”, porém ainda sem a informação oficial da Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu as propriedades do leite A2 e agora esta informação pode constar no rótulo dos produtos. O leite A2 é proveniente de vacas com o genótipo a2a2 e não possui a proteína betacasomorfina-7 (BCM-7), responsável por desconforto digestivo em pessoas que possuem alergia a esta proteína. 

Segundo Roberto Jank Jr., vice-presidente da ABRALEITE e coordenador da comissão da entidade sobre leite A2,”o leite A2 tem ainda a mesma betacaseína do leite materno, o que facilita a adaptação das crianças na transição do leite da mãe para o leite de vaca”, informa.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou a comercialização do leite A2 em 2018, mas ainda não havia a autorização para a inclusão das informações sobre digestão nos rótulos. Em outubro de 2019, o Mapa  autorizou os produtores de leite A2 a usar a expressão “leite de vacas a2a2”, porém ainda sem a informação oficial da Anvisa.

A conquista veio principalmente devido às solicitações da Associação Brasileira de Produtores de Leite (ABRALEITE). Agora, de acordo com a Resolução 3.980 (20.10.2021), os rótulos poderão conter a frase “Leite produzido a partir de vacas com genótipo a2a2”. A Anvisa também autorizou alegação de funcionalidade com a frase: “O leite A2 não promove a formação de BCM-7 (betacasomorfina-7), que pode causar desconforto digestivo”. 

Segundo Geraldo Borges, presidente da ABRALEITE, “esta informação no rótulo é extremamente importante pois representa o reconhecimento da Anvisa às qualidades digestivas do leite A2 e esclarece os consumidores, que agora encontram no rótulo uma informação oficial sobre os benefícios do produto A2“. 

Em entrevista ao Valor Econômico, Jank ressaltou que o mercado de leite A2 tem crescido rapidamente em países como China e Estados Unidos, que usam a matéria-prima em fórmulas infantis.

Em 2020, esse segmento foi avaliado em US$ 8 bilhões, com perspectiva de alcançar até US$ 25 bilhões em todo o mundo, segundo projeção recente da consultoria Precedence Research. A cifra é considerada “consistente” pelo empresário. No Brasil, esse nicho é estimado em R$ 100 milhões, ou 1% do total do segmento de leite.

Este conteúdo foi escrito pela Equipe MilkPoint, com informações do Valor Econômico e da ABRALEITE.

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