Lula e Putin discutem diesel, fertilizantes e cooperação estratégica, diz Planalto

Os dois líderes reforçaram o caráter estratégico das relações entre Brasil e Rússia e a intenção de intensificar a cooperação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente russo, Vladimir Putin, debateram temas da agenda bilateral, com ênfase em diesel e fertilizantes, durante conversa telefônica de aproximadamente uma hora nesta terça-feira, informou o Palácio do Planalto.

Os dois líderes reforçaram o caráter estratégico das relações entre Brasil e Rússia e a intenção de intensificar a cooperação em temas como energia, ciência e tecnologia e na área naval, de acordo com o governo brasileiro.

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“O presidente Lula sublinhou a importância do comércio entre os dois países, com ênfase especial no fornecimento de diesel e fertilizantes”, disse o Planalto em nota, acrescentando que também foi abordada a situação geopolítica atual.

“Ambos expressaram determinação de continuar trabalhando conjuntamente nos foros internacionais, especialmente no Brics, cujo papel no atual cenário internacional foi enfatizado. Concordaram também quanto ao valor do multilateralismo, baseado em um mundo multipolar”, acrescentou.

A Rússia é fornecedor importante de diesel e fertilizantes ao Brasil, dois produtos importados em grandes volumes pelo país.

A conversa entre Putin e Lula ocorre em meio às tensões do Brasil com os Estados Unidos devido à imposição de tarifas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros e uma disputa diplomática entre os dois países.

Lula também conversou por telefone na semana passada com o presidente da China, Xi Jinping. Na conversa com o chinês, os dois conversaram mais de uma hora sobre a ampliação da cooperação em áreas estratégicas, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes, entre elas.

Xi comunicou que a China apoia o Brasil na defesa de sua soberania e independência, de acordo com a agência estatal chinesa Xinhua, e disse se opor à “interferência externa”, além de apoiar o papel do país na manutenção da paz e da estabilidade regionais e globais.

Fonte: Reuters

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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira

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