Mais de 300 bezerros são abandonados em fazenda

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Foto: Divulgação

O caso foi registrado em Cunha, no interior do Estado, chama a atenção pelas semelhanças com o episódio das búfalas de Brotas.

Poucos meses após um caso de abandono e maus tratos com mais de mil búfalas, em Brotas (SP), chocar o país, a Polícia Ambiental do Estado flagrou, a partir de denúncia anônima, um rebanho de 302 bezerros, em sua maioria machos, em condições semelhantes, em uma fazenda em Cunha, também no interior paulista.

O responsável pela fazenda e pelos bezerros foi identificado e multado em R$ 906 mil e responderá a inquérito por crime de maus-tratos. Segundo os policiais que a atenderam à ocorrência, os animais foram encontrados sem alimento, sem água e com sinais de desnutrição. “Dava pra ver pelo porte dos animais, bem magros, e pelo local, totalmente cheio de lama, que não tinha alimentação suficiente”, relata o Cabo da Polícia Militar, Rodrigo Nunes, ao destacar que os bezerros também eram mantidos expostos ao sol e à chuva “Não tinham forças nem para levantar, tudo devido à falta de nutrição”, completa Nunes.

Dos 302 bezerros encontrados pela Polícia Ambiental, 295 ainda estavam vivos quando os voluntários chegaram à fazenda. Cinco deles, em estado avançado de desidratação e desnutrição. Os bezerros foram apreendidos e removidos para uma área da prefeitura, onde estão recebendo cuidados de força tarefa montada para resgatar os animais.

Organizações não-governamentais estão auxiliando no trato dos animais. Uma delas é a Arca da Fé, que também atuou no resgate das búfalas de Brotas e de animais atingidos pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG).

“Pelas condições que os animais formam encontrados, o cenário pra gente é o mesmo [de Brotas]. Até se comprar o caso de Brotas com Cunha, em Brotas eram 1.056 búfalas e muitas delas prenhas. Agora a gente tem um número reduzido e o número de animais mortos não chega nem perto da situação de Brotas, mas não deixa de ser um cenário de horror pra gente”, disse a ativista presidente da ONG, Vanessa Araújo.

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