Margem da pecuária recuou 68% desde a década de 90

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Foto: Gabriel Rezende Faria

Especialista afirma que a pecuária se tornou uma atividade muito mais arriscada; evolução da troca de boi gordo por bezerro se apertou muito

No webinar de lançamento de seu livro “Administre o Risco de Preços Pecuários: um Guia Prático para o Hedge de Sucesso”, Lygia Pimentel apresentou dados históricos da pecuária. Algo que chamou a atenção foi a constatação de que a atividade pecuária é um atividade de risco. Segundo seus estudos, a margem sobre a venda do boi gordo em SP recuou 68% desde os anos 90.

Fonte: IEA/ Cepea / Agrifatto

Para a analista da Agrifatto, “isso é comum a todos os produtos de sistemas agroindustriais”. Ela afiram que o movimento faz com que o pecuarista tenha que crescer em eficiência para que possa continuar na atividade. Aumento de produtividade, diluição de custos fixos, gestão de riscos e ganho de escala são as palavras de ordem.

Fonte: IEA/ Cepea / Agrifatto

Ela afirma ainda que quando o pecuarista reclama dos preços, ele está certo em seu conceito. “Como os preços não são passíveis de controle, a solução se concentra em gestão e tecnologia”, e enumera ferramentas que podem ser usadas para mitigar o risco de preços como o mercado futuro, mercado a termo, mercado de opções e CPR. Em trabalho inédito para a pecuária, Lygia detalha no livro como usar cada uma das ferramentas .

O webinar também esta disponível, abaixo:

Lygia Pimentel -- livro
Lygia Pimentel

A publicação é resultado de mais de uma década dedicada pela médica veterinária e economista para aliar a utilização das ferramentas financeiras em prol da proteção das margens na pecuária. Segundo a autora, havia “a necessidade de trazer luz ao tema, ressaltando aa importância de conhecimento, planejamento adequado e aplicação da ferramenta correta para cada empresa rural, de modo que o pecuarista possa utilizá-las de acordo com sua realidade individual”, comenta a autora.

Ponto alto da publicação é o capítulo sobre planejamento estratégico, onde a autora compartilha o “Guia de hedge Agrifatto”, através do qual, “como um mapa mental, qualquer investidor pode nortear-se para escolher a melhor ferramenta para seu negócio”, define a autora.

Ela também discorre sobre a psicologia envolvida nas negociações, cuja compreensão pode levar à execução de negócios mais vantajosos, especialmente em momentos de turbulência. A publicação tem 324 páginas e pode ser adquirida no site, clicando aqui.

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