Mecanização Agrícola é pilar na rentabilidade do produtor

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Máquinas Colheita - Crédito Fagner Almeida Divulgação
Foto: Fagner Almeida

Painel na 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas vai debater papel do setor industrial no contexto

A mecanização agrícola também é um dos pilares da rentabilidade ao produtor rural. O assunto será tema da 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que ocorre de 9 a 11 de fevereiro em formato híbrido, na Estação Experimental Terras Baixas, da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), e on-line. O painel “Mecanização Agrícola – Realidade e Perspectivas”, ocorrerá na tarde do segundo dia do evento, em 10 de fevereiro.

O presidente do Sindicato Rural de Pelotas e diretor da Farsul, Fernando Rechsteiner, será o mediador do debate. Para o dirigente, está claro que o grande desafio do produtor de arroz não é única e exclusivamente uma lavoura de arroz rentável, mas sim trabalhar em um negócio rentável onde a lavoura de arroz se insere. “Então já temos muito claro que o negócio agropecuário envolvendo a lavoura de arroz não cabe mais no monopólio de produção e precisa ter um sistema produtivo rentável que agrega também a soja nas áreas de várzea e a produção pecuária em torno da lavoura de arroz”, destaca.

Neste contexto, Rechsteiner insere a importância da mecanização. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Pelotas, a exigência de eficiência e os índices de produtividade que os produtores estão sujeitos atualmente para garantir a rentabilidade são muito altos. “A lavoura vem exigindo hoje do produtor um índice de acerto muito grande. Tanto em época de plantio, qualidade de plantio, controle de invasoras, irrigação apropriada da cultura e a própria colheita que é realizada sem desperdícios e sem perdas. Então a mecanização entra neste contexto como uma ferramenta fundamental na busca de se atingir esse índice de eficiência que hoje é muito grande dentro do nosso negócio”, frisa.

O dirigente avalia que este relacionamento e contatos com as empresas é muito importante. “De um lado temos as indústrias produzindo máquinas de altíssimas tecnologias com cada vez mais valor agregado. São máquinas com alto potencial de produção na mão do produtor rural, só que quem faz este contato com o produtor é a revenda. Então é preciso fazer esta discussão das revendas que possam mostrar ao produtor o maior potencial que ele pode tirar daquela máquina que está adquirindo”, observa.

Também participam do painel o gerente de Marketing para Tecnologia e Soluções Inteligentes da John Deere América Latina, Felipe Santos, e o gerente de Marketing de Produto da New Holland, Guilherme Parize. Com o tema “Os Novos Rumos do Sistema de Produção”, a 31ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), correalização da Embrapa e o patrocínio premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

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