Entenda os fatores que ajudam a explicar os atuais preços firmes da @ do boi. Menor volume de animais para abate está entre eles; Confira!
Em entrevista, a Consultora da Agrifatto, Lygia Pimentel, destacou que ocorreu uma antecipação da safra no final do ano passado quando os preços registravam altas significativas a cada dia. “Os pecuaristas gostam de negociar, ainda mais, quando tem uma alta de R$ 10,00/@ em um dia. Outro ponto importante, é que os pesos dos animais estavam abaixo do ideal conforme o IBGE divulgou”, comenta.
A consultora ainda destaca que a composição dos abates com animais com padrão exportação aumentou nas últimas semanas. “É importante explicar que o boi china não é maioria dos abates, mas tem um peso maior neste momento em compor a média de abate e também nos indicadores de preços”, afirma.
- “Refrigerante do Bem”: bebida mineira feita de soro de leite une saúde e sustentabilidade
- Governo de Goiás propõe fim da cobrança da ‘taxa do agro’ para infraestrutura
- Peixe-elétrico que pode matar cavalo com até 800 volts e assusta criadores; veja o que diz a ciência
- Crédito travado? Linha de crédito rural com juros a partir de 3% a.a. e prazos de 15 anos
- ANC supera 100 mil registros em 2025 e avança 65% em um ano
Outro fator que acabou influenciando para a sustentação da arroba foi o abate de novilhas nos últimos anos. “Isso faz mais de três anos que vem acontecendo e se considerar que não esses animais não vão mais produzir bezerros. Com isso, podemos justificar a queda de 9,2% dos abates no primeiro trimestre”, relatou.
As importações de proteínas animais da China registraram uma queda no mês de abril, mas os envios brasileiros de carne bovina in natura aumentaram. “A demanda chinesa é fundamental para a sustentação de preços da arroba que já tem um ágio de R$ 10,00 frente ao animal comum”, informou.
As programações de abate estão próximas de oito dias úteis no estado de São Paulo, sendo que no mês passado estava ao redor de cinco dias úteis. “Nenhum frigorífico faz escala de quinze dias, pois as incertezas no mercado interno estão muito elevadas para abater tantos animais”, disse Pimentel.
- Milho floculado no confinamento: processamento do grão eleva a eficiência alimentar e a rentabilidade
- Farmácia veterinária no confinamento: estrutura, cuidados e medicamentos indispensáveis
- Confinamento cresce 16% em 2025, para 9,25 milhões de cabeças de gado no Brasil
- Mão de obra é apontada como maior risco aos bovinos em confinamento, aponta Confina Brasil
- Gestão de pessoas no confinamento: desafios na liderança de equipes rurais
Os cortes dianteiros estão mais demandados do que o traseiro, na qual o spread está no menor patamar registrado até agora. Pimentel ainda informa que as medidas adotadas para conter o coronavírus acabaram impactando no escoamento da carne.
“Com um feriado definido de um dia para o outro, compradores ligaram para cancelar só que o produto já estava em transporte”, ressaltou.
A Consultoria Agrifatto está com inscrições abertas para um curso sobre hedge na pecuária, para saber mais detalhes basta acessar: https://www.agrifatto.com.br/curso
Fonte: Notícias Agrícolas