Milho desvalorizando e soja com preços subindo!

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caminhao cheio de milho carregado na roca
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Embora as revisões foram positivas para a produção nos EUA, estoques locais e globais, mercado entende que a oferta está aquém da demanda; USDA frustra expectativas, veja!

Os preços do cereal em Campinas/SP se mantém nos R$ 92,00/sc em uma semana tensa que deixou compradores e vendedores mais distantes dos negócios. O mercado mais ofertado também pressiona novos recuos nos futuros do cereal na B3, com o contrato setembro/21 valendo R$ 92,17/sc no último pregão da semana, recuo de 0,56%.

Já na CBOT, o grão encerrou a sexta-feira em alta após a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, que apesar da elevação da produção e estoques frustrou as expectativas com números abaixo da expectativa do mercado. O vencimento setembro/21 do cereal valorizou 1,36%, fechando o último pregão da semana em US$ 5,02/bu.

Boi Gordo

O mercado físico do boi gordo fechou a última semana em compasso de espera, isso por que os preços propostos pelos frigoríficos não tiveram grande aceitação por parte dos pecuaristas. E com isso, as referências dos poucos negócios que são observados giram em torno dos R$ 300,00/@ para o boi comum. Na B3, o contrato com vencimento para outubro/21 passou por valorização de 1,10% no comparativo diário, e fechou a cotação em R$ 301,95/@.

Sem problemas de escoamento e com boa fluidez das vendas no varejo, o preço da carcaça bovina no atacado paulista fechou cotada em R$ 19,50/kg, mesmo diante das problemáticas envolvendo a greve dos caminhoneiros. Com o abate curto restringindo a produção de carne bovina, a oferta restrita faz com que a perspectiva de preço para a próxima semana seja de estabilidade.

Soja

A combinação de Chicago em alta, demanda externa pela soja brasileira e avanço do dólar sobre o real fez a saca de soja em Paranaguá/PR retornar aos R$ 175,00/sc, elevando também os preços no interior do país.

Na CBOT, os contratos futuros encerraram a sexta-feira em alta, refletindo a elevação das projeções do USDA de produção e estoques dos EUA, que não foi satisfatória para o mercado. O vencimento setembro/21 da oleaginosa ficou cotado a US$ 12,75/bu, alta de 1,31%

Fonte: Agrifatto

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